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Balela

por cheia, em 30.10.23

Barbárie

 

Aperta a mão ao teu irmão

Não mates o teu irmão

Tu e ele têm coração

As guerras são horrores em contramão

Nenhuma terá razão

Só matam, não dão pão

As vitórias são uma ilusão

Não sejas carne para canhão

Dá a mão ao teu irmão

Quem vos manda para a guerra não entra nela

O heroísmo é uma balela

O mundo morre por causa dela

A bala vai e vem

Mata o homem, a mulher e a criança, também

Tanta destruição de tanta habitação

Tanto suor em vão

O trabalho e o sonho de uma vida

Tanta canseira, num segundo destruída

Por seres mais forte, não espezinhes o teu vizinho

Porque podes ficar sozinho

Sem teres quem te dê a mão

Numa dura e triste ocasião

A vida é mais importante que toda a raiva arrefecida

E que todo o ódio acumulado, extravasado, pelo tempo adiado

Nada justifica a brutalidade das invasões

Nem retaliações, para matar as populações.

 

José Silva Costa

 

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publicado às 07:55

Assinatura Digital

por cheia, em 25.10.23

Assinatura digital

 

Mais um contributo para melhorar o ambiente

Existe uma aplicação, com a qual podemos criar uma assinatura digital

No dia 21/10/2023, com a ajuda do meu neto, assinei os dois primeiros documentos, com assinatura digital, sem tinta nem papel

Documentos que teria de imprimir, assinar e digitalizar

Com as novas tecnologias podemos poupar muita tinta e papel

Com a pandemia, a nossa médica de família nunca mais nos passou receitas e exames em papel

Envia-nos receitas e exames, sem papel, para o telemóvel, e é mais uma maneira de acabar com os papéis, tão apreciados, neste país

O telemóvel vai passar a ser a nossa carteira, vamos deixar de andar com o cartão da carta de condução, com o cartão de cidadão, com o cartão multibanco, teremos tudo no nosso telemóvel

Há tempos, num Domingo, de manhã, o telemóvel tocou, do outro lado, uma senhora perguntou-me se conhecia o Sr. …., disse-lhe que era meu cunhado, respondeu-me que tinha encontrado uma carteira, que tinha dentro o número do telemóvel, para onde estava a ligar, que é o número do telemóvel da minha mulher.

Agradeci-lhe e disse que ia informar a minha sobrinha, do seu nº de telemóvel, para que ela a  contatasse e combinarem a entrega da carteira

Liguei para a minha sobrinha, para ser ela a tratar do assunto, uma vez que o pai já tem 89 anos, disse-lhe que tinham encontrado a carteira do pai, e que tomasse nota do número do contacto, pediu-me para lhe enviar uma mensagem, com o número, porque onde estava não tinha papel nem caneta

Mais tarde, ligou-me a agradecer, dizendo que já tinha a carteira em seu poder

Graças ao empenho de uma Senhora que, ao ver uma carteira atirada para um canteiro de um jardim, se preocupou em ver se tinha dentro algum contacto, para a entregar ao dono. Salvaram-se os documentos, os 30 euros, tinha o gatuno levado

Tudo isto para dizer quanto são maravilhosos os telemóveis, quando bem utilizados!

 

 

José Silva Costa

 

 

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publicado às 07:56

Brincar!

por cheia, em 23.10.23

Faz-de-conta

Todos os anos, aquando da apresentação do Orçamento Geral do Estado

Governantes e Deputados brincam ao faz-de-conta

Uma brincadeira de que tenho tão boas recordações

A minha neta mais velha; que tive a felicidade de tomar conta até quase aos 3 anos

Enquanto os pais iam trabalhar, ficava a ler e ouvir a sua respiração até ela acordar

A certa altura começou a fazer sopas invisíveis, instantâneas, que me oferecia, e eu fazia-de-conta que estavam maravilhosas, o que fazia com que ficasse muito contente

Também, todo país fica muito contente, quando os Ministros das Finanças apresentam o Orçamento:

Muitos mil milhões para a educação, para a saúde, para a justiça …….

Mas, muitos daqueles milhões não são para gastar, é mais um faz-de-conta

São as famosas cativações, que fazem com que muitos milhões não sejam utilizados

O resultado do faz-de-conta está bem à vista nos Serviços Públicos:

Serviços hospitalares fechados, fazendo com que os doentes não saibam a quem recorrer

As grávidas não sabem onde os seus bebés irão nascer

Os médicos e professores estão zangados, de promessas, cansados

A justiça está parada, o que dá muito jeito a certos arguidos, que querem que os seus processos prescrevam

Os investimentos e as infraestruturas marcam passo, como tem acontecido com a ferrovia, os novos hospitais .....

O aumento dos juros virou do avesso a vida de muitas pessoas

A inflação matou todas as esperanças, mesmo que queira descer

É nos produtos alimentares, que continua a crescer, fazendo com que alguns produtos, de primeira necessidade, tenham subido cinquenta por cento ou mais

Os sem-abrigo, em Lisboa, quase que duplicou, e para eles ninguém olhou

O Governo deu algumas esmolas, mas fê-lo sem critério, deu mais a quem não precisava, talvez a intenção tenha sido a compra de votos

É triste ver o país, sempre, de mão estendida e de miséria escondida

Os jovens são os primeiros a darem o corpo ao manifesto, não adormecem ao som das balelas, pintam a manta

Os pobres não têm dinheiro para a janta

Os políticos continuam com as promessas e a propaganda.

 

José Silva Costa

 

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publicado às 07:56

Ouro!

por cheia, em 16.10.23

A chuva

O verão já ia longo

Não queria dar lugar ao outono

O vento acordou do sono

Trouxe a chuva ao ombro

Que há muito tinha adormecido

Que não deu por estar atrasada

Costumava chegar pelo quinze de agosto

Este ano chegou um mês atrasada

Depois, ainda, tirou mais um mês de férias

Espero que não queira, agora, chover tudo de uma vez

Ainda temos mais meio mês de outubro

E meses sem fim, que gostam de ser lavados

Mas com água suave, para os massajar

Sem pressas, nem vagares, na medida certa

Para que a possamos apreciar, guardar, admirar

Sem ela não há vida, mas também tem tirado muitas vidas

Temos de atribuir à água mais valor

Não podemos continuar a desperdiça-la como se não valesse nada

Se lhe atribuirmos o valor do ouro

Será mais difícil estragá-la

Talvez, até faça com que passemos a poupá-la

Cai do céu, mas nem sempre

E, nós todos os dias a utilizamos

Sem ela não há vida!

 

José Silva Costa

 

 

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publicado às 07:54

A Rua

por cheia, em 09.10.23

A Minha Rua

A luz que te abraça incendeia a harmonia

A formusura da tua silhueta é a beleza nua

Não fujas do nascer da lua

Porque ela torna-te na mais bela estrela na rua

Laços de braços afugentam o cansaço

No rodopio do dia, quanto dele é alegria!

Cruza as pernas e os braços enquanto olhas a rua

Já viste como está engalanada por te ter como sua!

A tua áurea é esperança, é sol, perfume de romaria

Todos os dias todos se deitam e levantam a pensar em ti

Na esperança de os ajudares a vencerem os seus duros dias

Todos dizem que a rua deles é a mais bonita

Enfeitam as varandas com sardinheiras de todas as cores

Todas as mulheres são bonitas flores

Todos gostamos de receber louvores

Não queiras que as outras mulheres de ti tenham inveja

Ajuda-as, com a tua grandeza, a que gostem da sua beleza

 

 

 

José Silva da Costa

 

 

 

 

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publicado às 07:56

Outono

por cheia, em 02.10.23

Sabores e cores

 

O doce setembro acabou

Bem-vindo outubro

Que nos traz outros sabores e cores

Tempos de amores

Em que se beijam as flores

Noites e dias dividem o dia

A noite é fria

Mas o dia ainda aquece o olhar

De quem já está no outono da vida

Que tem tanto para contar

Mas tão poucos para o escutar

O tempo está a encurtar

É importante o seu saber passar

A quem o queira apanhar

Aproveitem, porque não é preciso pagar

Só querem colaborar

As novas gerações ajudar

O futuro, no passado tem de assentar

O saber não tem par

Tem corrido ao longo dos séculos

Sem que ninguém o consiga apanhar

E, assim, vai continuar

Nunca se deixando agarrar.

 

José Silva Costa

 

 

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publicado às 07:57


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