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O trigo!

por cheia, em 28.07.22

O trigo!

Um cereal muito antigo

Originário do Egito

Cuja farinha, para além do pão, dá para fazer muita coisa gostosa

Não há ninguém que não goste de pão

Para muitos, a base da alimentação

Os políticos deitam-lhe a mão

Como arma de manipulação

Os pobres comem o pão que o diabo amassou

Mas nem esse, hoje, têm!

A guerra quer matar todos à fome

Exceto os que estiverem à distância das balas

Esses morrem mais depressa

Tudo destruído e morto, é o que interessa

Antes que a loucura arrefeça

E o homem não consiga cumprir a promessa

De acabar com a Ucrânia

Onde os campos de espigas douradas lhe fazem confusão

Não fosse o mundo livre levantar-se contra a sua ambição

E, o mundo já estaria na sua mão

Fruto da sua operação especial de libertação

É por isso que não percebe tanta ingratidão

Em vez de lhe agradecerem por tão boa ação

Decretaram proibições e sanções

Com essas ações estão a atrasar a libertação

Como é possível não gostarem de viver sob a sua dura ditadura!

Preferem viver em liberdade!

Alimentando a solidariedade para com a Ucrânia

Quando poderiam ser tão felizes sob a bota da Rússia.

José Silva Costa

 

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publicado às 07:58

Abandono!

por cheia, em 21.07.22

Abandono!

Chamas venenosas por todas as encostas

Aceleradas pelo vento, matam tudo por onde passam

As pessoas assistem, indefesas, ao roubo de bens e vidas

Rezam, mas as chamas não as ouvem e continuam com as suas investidas

As lágrimas sulcam-lhes as faces e inundam as rugas

Como se quisessem apagar as chamas

Arderam os animais, as plantas, as casas e as camas

O trabalho de muitas vidas, em pouco tempo, desaparecido

Nos choros sustidos, afogam-se os gritos, para não magoarem os sentidos

Corpos abandonados, às dores, vagueiam no fumo espesso dos horrores

Um silêncio aterrador inunda os campos ardidos

Todos os anos se repetem as tragédias dos incêndios

Abandonados e vergados pelos anos não conseguem retomar a vida

Se ninguém os ajudar, em breve vão definhar

Ninguém aguenta voltar a perder tudo quando se estava a reerguer

Os políticos papagueiam, como se soubessem tuto

Têm o seu sustento garantido, com o rendimento certo ao fim do mês

Saberão quão duro é arrancar, da pouca e pobre terra, o sustento?

Não é com palavreado, nem discurso estafado, muito bem preparado

Mas com muito trabalho, suado, à chuva, ao frio, ao sol

Sob o peso dos impostos

Para um dia perderem tudo

Que, para muitos, é nada!

Uns tarecos velhos, sem utilidade

Para os que vivem em palácios

Que conhecem o mundo

Que nunca precisaram de contar os cêntimos

Que não sabem nada

Do trabalho necessário, para produzir os seus alimentos.

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 07:56

Tempo!

por cheia, em 14.07.22

Tempo!

Estas flores, que te dou, simbolizam o meu amor

Têm o perfume dos teus beijos

A alegria dos teus olhos

As suas pétalas são macias como os teus cabelos

Dos teus lábios saem bonitas palavras

Que produzem sinfonias emocionais

E nos transportam para constelações nunca vistas

Meu amor, tu és a mais bonita flor

Aquela que escolhi para estar sempre a meu lado

O caminho, que já percorremos, alado

Com cravos e rosas embalado

Vamos caminhando por este céu estrelado

Colhendo os doces frutos dos muitos anos vividos

É tão bonito ver as nossas flores a crescerem

Bonitas e perfumadas que dá tanto gosto ver

Outras sementes vão germinar e florescer

Todos os dias vão amanhecer

Florir, sorrir, caminhar, ver tudo a evoluir

Como se a caminhada nunca acabasse

A lua e sol querem abraçar-se

Para melhor iluminarem o mundo

Criar uma nova filosofia

Baseada na fraternidade e solidariedade

Para que todos vivam em harmonia

Seja qual for o credo, a cor, a idade

Nestes tempos que exigem verdade e igualdade

Em que entidades milenares têm sido questionadas

Os seus dirigentes têm pedido desculpa pelas barbaridades cometidas

Sofrimentos revelados com a força do momento e a ajuda do vento

É neste contesto, neste leste e oeste, que, felizmente, ainda, podemos ver a solidariedade

Sem darmos o devido valor ao facto de podermos viajar, neste nosso espaço, sem peias nem embaraço

Oxalá, possamos continuar, em paz, a viver, trabalhar, estudar, nesta nossa Europa, num livre abraço.

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 07:54

A lua-de-mel!

por cheia, em 07.07.22

A lua-de-mel!

 

Sonhos longos planos

Mar salgado ondulado

Um beco apertado

Rio sombrio magoado

Luzes acesas sem telhado

Frio escorregadio molhado

Braços num abraço sufocado

Beijos num céu estrelado

Mãos a afagar um corpo suado

A lua a iluminá-los com cuidado

Um sono acordado

A sorrir em cada namorado

Um grito de alegria queimado

O sobrolho da rua arrepiado

O sol a subir ao sobrado

A prometer ficar para sempre acordado

Para que ninguém acorde gelado

Uma noite de juras de amor encantado

Duas vidas atadas por um lençol esticado

O amor no perfume deitado

Tudo o resto passou ao lado

Como se o mundo já tivesse acabado

Nem um ruido incomodado

O tempo ficou parado

Na areia as gaivotas ensaiavam um bailado

Tudo ficou alado

Voaram num voo imaginado

Aterraram nas nuvens de um dia ensombrado

Com um bonito penteado

O futuro para sempre enleado.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

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publicado às 08:02


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