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Bem-Vindo 2022!

por cheia, em 30.12.21

2022!

 

 

Vais chegar formoso

Vamos-te receber com alegria

Na esperança de um novo dia

Para quebrar a vida vazia

Destes dois anos de pandemia

Acreditamos que tragas a magia

De uma nova sabedoria

Para continuarmos a enfrentar o dia-a-dia

Com a esperança de quem acredita

Que a vida é bela e que vale a pena lutar por ela

 Há mais uma esperança amarela!

A variante Ómicron parece não ser tão letal

Os cientistas já dizem que o SARS-CoV-2 se tornou numa doença sazonal

Do menos o mal, terá sido um presente de Natal?

Acredito tanto em ti, meu Ano Novo!

Acho que vais ser muito amigo do povo

Só espero que não me desiludas

Em ti, estou muito esperançado

Oxalá não esteja enganado!

 

 

 

José Silva Costa

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publicado às 07:59

O dia seguinte

por cheia, em 27.12.21

Passou o Natal

Amanhã, já ninguém se lembrará

De desejar um Feliz Natal

De colher uma flor para beijar

De pronunciar o verbo amar

A correria vai-nos obrigar a nem para o outro olhar

A competição, não perder o lugar, a ambição

Não nos permitem ao outro dar a mão para se levantar

Para o ano, vamo-nos, novamente, do Natal, lembrar

Ah! Como a publicidade gosta do Natal

E de todos os momentos que massajam o coração

O consumismo, sempre, à mão

Para alegrar o Natal de toda a população

Ao menos, todos têm, um dia no ano

Para se esquecerem da solidão

Para se esquecerem dos filhos e dos netos

Que lhes levou a emigração

Sempre tão lembrados, pela Nação

Quando mandam, para os Bancos, as suas economias

Para ajudarem a pagar os juros da dívida

Que não é para pagar, mas para gerir

Uma dívida, que já faz parte do nosso sorrir

Ano após ano, tantos milhões, tantas promessas

Mas, os milhões de pobres não diminui

Mas, para o ano é que é!

Vamo-nos ver livres do vírus

Vamos ficar mais ricos

Vamos ser mais solidários

Vamos voltar a sorrir, apertar a mão, beijar, abraçar, ouvir os corações.

José Silva Costa

 

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publicado às 08:00

As palavras

por cheia, em 23.12.21

As palavras

 

As palavras andam de boca em boca, à procura do amor

São muitas, umas mais doces outras mais azedas

Umas mais novas, outras mais velhas

As mais novas saltitam entre as mais velhas

Numa sinfonia de sons e cores

Na esperança de entrarem, num livro, num jornal, num telejornal

Na boca de um autor, de um comediante, de um locutor

Os poetas e os escritores penteiam-lhes os longos cabelos

Fazem-lhes bonitas tranças e colocam-lhes flores, nos cabelos

Mas, não contentes, cortam-lhes o cabelo e fazem-lhes permanentes

Pintam-lhes as sobrancelhas, os olhos e a boca, uma rotina louca

Mas, mesmo depois de tantas transformações, ainda não estão ao seu sabor

Beijam-nas na testa, na face, na boca, nos seios

Depois de tantos devaneios

Procuram que transmitam: amor, alegria, esperança, calor

Mas também, ódio, raiva, desilusão, ingratidão, dor

Todas querem estar na ribalta, no escaparate

Não as conseguem utilizar todas!

Algumas, por mais voltas que lhes deem, não as conseguem fazer rimar

Mas, elas não desanimam, nunca perdem a esperança

Mais tarde ou mais cedo, aparecerá um poeta ou um escritor, que lhes dará o devido valor.

 

A todas as leitoras e leitores, desejo um Feliz Natal, bem como, para todos os  seus familiares. 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 07:59

Prendas

por cheia, em 20.12.21

Prendas!

 

O natal é um época de amor e fraternidade

Todos desejamos uns aos outros: bom Natal, bom ano novo

Mas, a pouco-e-pouco, devido aos excessos, tornou-se num tempo de muita angústia

A publicidade criou-nos, desnecessários, consumos

Muitas pessoas não têm possibilidades de acompanhar este consumismo

A troca de prendas tornou-se obrigatória

Sem que ninguém tenha coragem de dizer que o espírito natalício não é esse

Infelizmente, já há muitos anos, assisti ao desespero de uma Senhora

Que não conseguia conciliar o número da lista de prendas com o dinheiro disponível

Passámos quase uma hora, no comboio, lado a lado, e eu não consegui ficar indiferente ao seu sofrimento

Muitas vezes, para atulharmos as casas de coisas inúteis, para acumularem pó 

Como é que se passou de oito a oitenta?

Antigamente não havia, ou eu não tinha conhecimento desta loucura de “enterrarem” as crianças em prendas

Não têm espaço, nem tempo para respirarem, não dão valor ao que lhes é oferecido

Estamos a dar-lhes um mau exemplo, dando-lhes a entender que vivem num paraíso

Que podemos continuar a viver neste desperdício de usar e deitar fora

Uma grande contradição com o que defendemos: a sustentabilidade do planeta, dizendo que temos de reduzir, reciclar, reutilizar

Temos o dever de dar o exemplo, aos nossos filhos e netos, na utilização dos recursos, para que estejam preparados para a mudança que está em curso, cujos efeitos ninguém sabe

Podemos ter um bom Natal, sem ser preciso estragar o que mais tarde nos pode fazer falta.

Um feliz Natal, para todos, com saúde e amor.

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 07:59

Doce lar

por cheia, em 14.12.21

Os desafios da abelha

Doce lar, no teu aconchego sonho, beijo e leio

É o lugar, que mais desejo para com, a família e amigos, confraternizar.

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publicado às 20:53

O futuro é hoje (13)

por cheia, em 14.12.21

O futuro é hoje! (13)

 

Promessas de prendas

 

Este ano, para além das prendas dos amigos e familiares, temos as promessas de prendas dos políticos

Para o branqueamento, da negra realidade, da corrupção em Portugal, que teve o pior registo da década, tendo descido três lugares, desde  2012, que oscilava entre os 63 e 62 pontos, caiu para a última posição da década, está agora abaixo dos 66 pontos, que é o valor médio da Europa, choveram promessas de prendas

A 9 de Dezembro, dia Internacional Contra a Corrupção, foram feitas muitas promessas:

Cerca de uma centena de novos inspetores, para a Polícia Judiciária, já concluíram a sua formação

Em 10/01/2022, iniciar-se-á mais um curso para formação de mais 100 inspetores para a Polícia Judiciária

Em finais de 2022, mais um curso de formação para 70 inspetores

Como não há fome que não dê e fartura, no Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) há 21 milhões (inscritos) para investimento nas tecnologias de comunicação e informação da Polícia Judiciária

Não quer dizer que sejam utilizados, há verbas que todos os anos são inscritas no Orçamento

Nunca são gastas!

Mas não faltam os desmancha-prazeres!

A Ex-P.G.R. Joana Marques Vidal criticou a estratégia anti-corrupção de 2012 e 2018, por ter deixado de fora a análise e acompanhamento do regime de responsabilidade das instituições políticas e públicas no que diz respeito ao financiamento partidário, incompatibilidades e impedimentos, conflito de interesses

Milagres das eleições, já recebi os 10 Euros do ivaucher dos combustíveis, referentes a Novembro e Dezembro, nem sei onde os gastar, na compra das prendas de Natal, que não costumo fazer, ou na passagem do ano, que costumo passar em casa

O problema que me arranjaram, por não terem querido aprovar o Orçamento de Estado!

Oxalá, sejam bem castigados, não conseguindo, nenhum, a maioria absoluta, tão desejada

Os Partidos têm cada vez mais dificuldades em arranjar tachos, para todos os militantes

Querem a regionalização, mas o parto está difícil, o que não admira, com um país tão grande, nem umas cem regiões o conseguem governar

Já falam num referendo em 2024, só espero que os eleitores lhe voltem a dizer não

Não lhes chega as centenas de Municípios e os milhares de Freguesias, alguns com dois ou três mil habitantes e elas com uma centena!

Todos querem ser Presidentes: seja da Câmara, da Junta, dos Bombeiros, das Sociedades Recreativas, dos Clubes de Futebol ……………..

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:59

o futuro é hoje (12)!

por cheia, em 09.12.21

O futuro é Hoje  (12)

 

Trazes a luz, o calor, a amizade

A tua estrela é que nos guia

Não ligues a este Natal de fantasia

Onde só se apela ao consumismo

Dizem os políticos, que este tem de ser colorido

Muito alegre, animado e concorrido

Há eleições, ninguém pode estar distraído!

Todos se aprimoraram nas prendas de Natal

Neste Natal, todos têm direito a bombons

Seja com o ivaucher dos combustíveis

Ou seja com qualquer outro presente

Que os políticos bem têm puxado pela mente

Para descobrirem a melhor maneira de encantar a gente

Não faltam iniciativas, ainda que toldadas pelas condições restritivas

Todas as Câmaras querem ver felizes os seus munícipes

Não poupando esforços na criação de distrações

É pena que gostemos mais de gastar os euros em coisas fúteis, do que estruturais

Gastamos milhões em fogo-de-artifício, que seriam melhor empregues em escolas, esgotos, estradas, hospitais

Mas, do que gostamos mesmo é de bonitas fotografias, nas redes sociais

Das férias, das viagens, de preferência no estrangeiro

Sempre muito felizes, alegres, mostrando que temos o último modelo dos telemóveis atuais

Se somos felizes assim, então não vale a pena investir em infraestruturas, que nem sequer se vêem!

Aproveitemos, os equipamentos ao nosso dispor, para passarmos um bom Natal, e em algumas localidades, prepararmo-nos para as olimpíadas de inverno, em boas pistas de gelo!

 

José Silva Costa 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:13

O futuro é hoje (11)

por cheia, em 06.12.21

 O futuro é hoje (11)

 

A idade da reforma poderá baixar para os 66 anos

Uma boa notícia, não fosse a causa, a diminuição da esperança de vida

Que o covid-19 veio provocar

Maldito vírus que não nos quer largar

O Ministro, passageiro, finalmente, caiu do poleiro

Há muito que o deveria ter largado

Mas, a oportunidade, ainda, não tinha chegado

A poucos dias da campanha eleitoral

É preciso convencer os eleitores de que tudo vai mudar

Para melhor! Porque para pior já basta assim

O capitão já os tinha avisado

Quem se portasse mal, não tinha o contrato renovado

Dois em uma, dos dois não fica nenhum

Porque é preciso agilizar o novo Governo

Um Governo menos numeroso, se possível melhor

O adversário é poderoso: uma grande surpresa

Já o tinham dado como morto, mas ressuscitou

Até o Presidente recebeu, em audiência, o seu sucessor

Para acertarem as agulhas e escolherem o calendário

Mas, a ressurreição a tudo veio pôr um travão

Como o homem parece ter sete foles!

O adversário ficou um pouco em confusão

Lá terá de alterar o discurso e a disposição

Com esta carta fora do baralho é que ninguém estava a contar

Já deu provas de nem tudo acatar

Para aqueles que já tinham tudo cozinhado, foi um grande azar

É o que dá, saber dos furtos e não atuar

Bastou uma Freguesia para o Presidente mudar

Vamos ver o que o trinta-e-um nos vais mostrar.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:59


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