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O futuro é hoje (2)

por cheia, em 28.10.21

O futuro é hoje

2

A Adelaide, no dia seguinte, disse à filha que estava de acordo com ela, porque era preciso inverter as políticas, privilegiando os transportes públicos, investir na ferrovia para passageiros e mercadorias, para acabar com os comboios de camiões T.I.R., que ocupam a faixa da direita das autoestradas da Europa

A filha estava muito preocupada com o problema do emprego do pai e de todos os que todos os dias veem os seus empregos desaparecerem, devido às novas tecnologias

Mas, ao mesmo tempo, é uma grande defensora da descarbonização da economia, defendendo que temos de aproveitando todas as oportunidades, que o conhecimento nos proporciona

Como seja o eficiente aproveitamento dos elementos: água, vento, sol

Há noite, ao jantar, perguntou ao pai: o Luís, se já tinha ouvido falar do ivaucher, essa nova palavra mágica, que já fora utilizada para promover o que não se conseguia vender, como foi o caso da restauração, o turismo e a cultura, devido à pandemia

 Agora, voltava a ser utilizada para esvaziar a contestação da subida, abrupta, dos combustíveis, com receio de mais um buzinão, como o que aconteceu em 24 de Junho de 1994

O pai respondeu-lhe que a invenção dessa palavra não passava de uma imitação das promoções dos supermercados, com os cupões de desconto, e ao mesmo tempo, tentar que todos passem faturas com número de identificação, para cobrarem mais impostos, com o que concordava, uma vez, que defendia a obrigatoriedade do número de identificação em todas as transações

A Filomena estava mais preocupada com as injustiças, por nem todos terem um cartão multibanco, não podendo beneficiar desses 10 cêntimos de desconto por litro de combustível, no máximo de 5€ por mês, durante 5 meses, dizendo que os mais pobres são sempre os mais prejudicados, porque não conseguem acompanhar as contínuas e aceleradas inovações.

 

Continua

 

 

   

 

 

 

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publicado às 07:53

O futuro é hoje

por cheia, em 26.10.21

O futuro é hoje

1

 

Filomena chegou a casa, muito cansada, mas muito feliz por ter participado na manifestação, de sexta-feira, pelo clima

O pai não gostou nada que ela tivesse faltado às aulas, e disse-lhe que tinha era de completar o curso, porque não eram as manifestações que iam mudar o mundo

Ela respondeu-lhe que estava a lutar por um mundo melhor, mais amigo da natureza, com menos pobreza, menos calamidades causadas pelo aquecimento global, que nos últimos tempos, têm acontecido, por todo o lado

O progenitor disse-lhe que estava muito preocupado com a velocidade a que tudo estava a mudar, e tudo por causa do chamado aquecimento global, que nem todos acreditam que se deva ao comportamento humano

Sempre tinha trabalhado em automóveis, assim que fez a quarta classe, foi par uma oficina, para aprender a mecânica dos automóveis com motores a combustão

Estava habituado aqueles gases dos escapes, nas oficinas ou garagens, no rés-do-chão ou cave dos prédios, em espaços pouco ventilados, com um ar quase irrespirável, mas a que todos se habituavam

Agora, por causa dessa bem dita despoluição, os fabricantes de automóveis vão deixar de fabricar motores a combustão, e isso era sua grande preocupação

Perguntando-se, do que iriam viver os milhões de pessoas, que o seu ganha-pão, sempre, dependera dos motores a combustão

A mãe: a Adelaide, vendo que pai e filha estavam em desacordo, o que era natural, porque cada geração tem os seus valores, disse que o melhor era irem para a mesa, que o jantar estava pronto.

 

Continua

 

 

 

    

 

 

 

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publicado às 08:05

Folhas caídas

por cheia, em 22.10.21

Folhas caídas

Outono, meu suave outono estás a arrefecer

Tapetes de folhas de todas as cores

Árvores despidas a tiritarem de frio

O soalheiro vai ficando vazio

Os idosos que o frequentavam

Vão ficando em casa

Com receio que o sol já não os aqueça

Fecham-se em casa, vendo o sol pela vidraça

Aprendem com os gatos, qual o lugar mais quente

Não têm dinheiro para aquecer as casas

O custo da energia não cabe nas suas magras pensões

Têm de procurar outras soluções

São aconselhados pelas autoridades da saúde

Para vestirem muitas camadas de roupa

Para terem muito cuidado com o frio

Porque ele é um grande inimigo de quem já tem muitos anos

Aconselham-nos a beberem água

Mas, alguns raramente a beberam

Não é na reta final que o vão fazer

Parecendo que preferem morrer

A água, que enferruja o ferro, beber

Todos devíamos saber

Da importância da hidratação

Mas, essa não tem sido a preocupação da Nação

Mais preocupada em promover o vinho

Que continua a dar de comer a muito português

Há coisas que nunca mudam!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:56

A encruzilhada

por cheia, em 18.10.21

A encruzilhada

 

Tempos densos

Jogos violentos

Noites afogadas em álcool

Vidas ceifadas nas madrugadas

Deslumbramento após o confinamento

Vidas sem sentido: nem trabalho, nem estudo

Passam os dias agarrados aos ecrãs

Sem perspetivas, nem futuro

O dia inteiro presos num muro

Sem falar, nem andar

Navegar em seco!

Na violência das “redes sociais”

Como é que nos vamos guindar, a novos patamares?

Se a transição do escuro para o verde vai ser desafiante

Vai exigir muita criatividade

Muita e boa mocidade

Onde não entra o muito álcool

Pensamentos com muita mais elasticidade

Exijamos mudanças nas políticas, para um melhor ambiente

Mas essas mudanças temos de ser nós a faze-las!

Novos hábitos de consumo

Preferir o que vem de perto

O que é da época

Para a eletricidade, temos de mudar

Para o fumo acabar

E a cidade poder respirar

E as crianças poderem, saudáveis, crescer

José Silva Costa

 

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publicado às 07:50

A Natureza

por cheia, em 14.10.21

Cumbre Vieja

Vulcão

 

Sonhos interrompidos

Vidas paradas

Lares queimados

Por um vulcão zangado

A mais bonita ilha: La Palma

Transformada num inferno

Meio século a dormir

Acordou estremunhado

Para matar tudo

Raivoso de lava

Não para de tudo ameaçar

Onde pode um sonho descansar?

Que não se levante um vento para o acordar

Ter de tudo abandonar

Para a vida salvar

O trabalho de uma vida entregue ao ar

Até que a lava o venha buscar

Ver o mar chorar

Por o fogo o queimar

Sem ar para respirar

O fumo a impedir os aviões de levantar

Rios de lava encosta abaixo

O desespero de um mar de gente

Impotente para lhe fazer frente.

 

José Silva Costa

 

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publicado às 08:18

As minhas flores

por cheia, em 08.10.21

As minhas flores

 

As flores que me deste

São lindas, perfumadas

De um amor celeste

Duas Rosas e um Cravo

Que bonitas prendas me ofereceste!

Frutos do calor do nosso amor

Mesmo que quisesse partilhar as dores

Foste tu, meu amor, que as suportaste

Mas, dar vida a novas flores tudo merece

Vê-las crescer, florescer, a primeira palavra dizer

E, essa é, sempre, para ti: Mãe! Mãe! Mãe! Mãe!

Não há palavra que igual o doce da palavra Mãe

As nossas flores já deram as suas flores

Mais quatro rosas e um cravo

Mais perfume perfumado

Cumprimos com a natureza

Acrescentámos, ao mundo, beleza.

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 07:54

Folhas caídas

por cheia, em 04.10.21

Folhas caídas

 

O vento a uivar pelas esquinas

As árvores a tiritarem de frio

Despidas, com o céu vazio

À espera do último arrepio

Sem folhas, mas aprumadas de brio

O vento com o seu assobio

A avisar, que o tempo é esguio

Que a água procura o rio

Com pressa de, ao mar, chegar

É aí que quer ficar

Até as nuvens a voltarem

A derramar, novamente, sobre a terra

Assim se completa mais um ciclo da água

Folhas caídas, árvores despidas

Alamedas atapetadas de folhas molhadas

 Que perderam o brilho, estão amarguradas

Destroçadas por serem espezinhadas

De um dia para o outro perderam a sua função

Tiram-lhes o coração

Agora, são lixo no chão

Choram, perderam a ilusão

De que eram úteis e eternas

Perderam as pernas, perderam tudo

Não voltam a vestir as árvores

Não voltam a ter a admiração do Mundo.

 

José Silva Costa

 

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publicado às 07:54


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