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A moda

por cheia, em 30.08.21

A moda

Estamo-nos a despedir do mar

As aulas vão começar

Mais um verão a terminar

Vem aí o doce setembro, para saborear

Podemos, até continuar a ver o mar

Mas, as idas à praia vão acabar

Os dias mais pequenos não nos permitem navegar

O material de praia temos de arrumar

Mais um ano à espera que as férias não se esqueçam de chegar

Não se pode passar a vida só a trabalhar

Porque o vento pode acabar

E, nós podemos ter pena de não o ter visto passar

O tempo não para, nem para descansar

Esse é que passa a vida, sempre, a trabalhar

Nós, por vezes, bem queríamos que descansasse

Mas, ainda bem que não nos obedece

Senão, podíamos estica-lo de mais

Assim, as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos passam sem que possamos interferir

Tudo o que podemos fazer é aproveitá-lo o melhor que soubermos e pudermos

Vamos, novamente, a correr para o inverno!

É um grande privilégio estar constantemente a mudar de visual

Cada dia, cada estação veste-se de maneira diferente

E, isso interfere com a nossa imaginação

Queremos acompanhar toda essa variedade com muita atenção

Porque temos de adaptar os nossos hábitos e o vestuário à sua condição

Um grande desafio para quem impõe a moda

A quem muita gente obedece

E, se não andar nela, nem se quer adormece

Que bom, vestir o que me apetece!

Desde que não colida com a harmonia consentida.

José Silva Costa

 

     

 

 

 

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publicado às 07:53

Os jardins

por cheia, em 26.08.21

Os jardins

Nas avenidas das árvores

Passeias a beleza da Natureza

Admiras toda a sua beleza

Cada canteiro, cada árvore, uma certeza

Que o perfume tudo embeleza

Que harmonia, sem tristeza!

As árvores, os pássaros, as flores, na sua dureza

De uma vida parada na incerteza

Sem saberem se vai chover, se vai nevar, se vão viver na pobreza

Cada visitante tem no seu olhar uma delicadeza

Para cada cravo, para cada rosa uma fineza

Os idosos procuram os bancos, para descansarem da moleza

Onde tentam voltar a ser crianças e espantarem a tristeza

Enquanto as crianças, nas suas brincadeiras, exibem a esperteza

Os jardins são ponto de encontro de todos os encontros

São as casas dos pombos, dos namorados, dos abandonados

São palcos de alegria, de tristeza, de beleza e de ventos agitados

O que lhes vale é serem, pelos jardineiros, tão bem tratados

Os seus perfumes e flores são, por todos, muito admirados

São pelas plantas, pelos pássaros, crianças, mulheres e homens muito estimados

Os jardins, públicos, são um chão democrático

Onde todos podemos descansar das fadigas, das alegrias, do doce amar.

José Silva Costa 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:52

Abraço

por cheia, em 23.08.21

Hoje, estou na casa da Daniela Barreira, em https//danielabarreira.blogs.pt

Agradeço o honroso convite da Menina dos Abraços, e peço que não se esqueçam de passar pelo seu blog, um blog de abraços.

Um abraço para todos e uma boa semana.

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publicado às 18:56

Juventude

por cheia, em 19.08.21

Juventude

 

Verdes anos

Primaveras floridas

Perfume de jovens vidas

Os olhos são avenidas

Por onde passam as cantigas

Ponto de encontro dos namorados

Nos dias perfumados

Com minutos cronometrados

Porque os beijos são apertados

Os dias não estão parados

Mal nascem, já estão acabados

São tão curtos para os namorados

Que têm de lidar com eles com todos os cuidados

Para não quebrarem o encanto dos amados

Nos mal-entendidos apressados

Que tropeçam na pressa do tempo

De quem julga ter respostas

Para todas as questões

Como se o mundo fosse simples

E não tivesse ambições

Cheias de contradições.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:54

Chuva!

por cheia, em 15.08.21

Chuva de estrelas!

 

Do céu caíam lágrimas

Na noite estrelada

Os teus olhos eram rosas perfumadas

Na noite iluminada, tu eras a estrela

Nos teus rubros lábios rolavam cerejas

Atraentes, deliciosas, desejadas

Quanto mais as beijava

Mais crescia o desejo

Que encantadores beijos!

Na frescura da ardente boca

A saciarem o fogo da Lua-cheia

Mas, quanto mais te beijava

Com mais fome ficava

Nada conseguia apagar aquele calor

Nem a noite fria, nem a água que, no rio, corria

Foi a noite mais curta!

Quando o sol nasceu

Ainda da tua boca

Água doce corria

Por que razão é que não há

Chuva de estrelas, todos os dias?

Para dormirmos nos beijos um do outro

Até o sol nos acordar

Para começarmos, de novo, a namorar

E passar o dia no doce teu olhar

Até a lua nos voltar a abraçar.

José Silva Costa

 

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publicado às 07:46

O vírus!

por cheia, em 12.08.21

O vírus

Menos de dois anos foi o suficiente

Para termos medo de toda a gente

Já entranhámos o distanciamento

Mal vemos alguém vir na nossa direção

Afastamo-nos, mudamos de direção

Não queremos estranhos por perto

Como gostávamos de viver no deserto!

Como este vírus nos mudou!

O Mundo inteiro alterou

A esta pandemia ninguém escapou

Não sabemos quando é que isto acaba

Continuamos à espera da última vaga

Que uma boa notícia nos traga

A boa nova de que já não há ameaça

Que o mundo é uma graça

Quando um amigo nos abraça.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:35

Naufrágio

por cheia, em 09.08.21

Naufrágio

 

Altos pinheiros, o vento a assobiar, no imenso mar

O farol, constantemente a avisar, para o barco não naufragar

O luminoso polícia sinaleiro

Compreendido pelo Mundo inteiro

Com a borrasca a varrer todo o mar

Um barco, ao largo, está com receio de não aguentar

Os marinheiros rezam para que acabe a tempestade

Tão marcados pelos anos, pela idade

Os mais novos, sem experiência de tempestades, não conseguem esconder a ansiedade

Um mar tão amoroso, de repente torna-se tão revoltoso

Parecendo não querer ninguém no seu dorso

Erguendo-se, impetuoso, como que a cuspir fogo

Mais uma furiosa vaga, quase que afunda o barco

Agarram-se uns aos outros, para tentarem afugentar o medo

Mas uma, ainda mais furiosa, atira com o barco contra as rochas

Não era o cais que queriam, do mal-o-menos

Apressaram-se a abandonar o barco

Atiraram-se para cima das rochas e subiram a escarpa ingreme

Escura como breu, mas no alto havia uma povoação iluminada

A placa com a identificação da povoação fez bater o coração

O telemóvel, para pedir ajuda, foi a solução

Desta vez salvou-se toda a tripulação.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:14

A feira!

por cheia, em 05.08.21

A feira!

 

Árvores frondosas, na bonita serra

Rochas descalças, à sombra

A ouvirem o sussurrar da ribeira

O vento a assobia na eira

À espera do dia da feira

Onde descansam do duro trabalho do campo

E compram os sonhos de um ano

Todos os anos, o mesmo entusiasmo

Feirantes ensonados no amanhecer da madrugada

A tenda à espera dos sorrisos dos fregueses

Cansados do pó da estrada

Com os fatos domingueiros, engomados

Rostos afogueados para a festa anual

O prémio de um duro ano de trabalho

Um bailarico ao som do acordeão

Para dançar com o namorado

Mais um ciclo, das culturas, acabado.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 07:53

Ilusão!

por cheia, em 03.08.21

Ilusão!

 

Neste verão, dá-me a mão

Vamos aproveitar esta ilusão

De que a pandemia já passou

Quando a liberdade ainda não chegou

Mas viver é isso mesmo, aproveitar o presente

Não se deixar abater por o que virá a acontecer

Enquanto a vida o quiser, vamos aproveitar o entardecer

Porque a vida é a mais bela fantasia, que nos aconteceu

Não se pode perder um segundo, quanto mais um dia!

Vamos para a folia, porque amanhã já será outro dia

E, este não se repetirá, porque se acontecesse, seria uma avaria

Para espanto, já bastam as alterações climáticas

Que a todos surpreendem, todos os dias

Até os que contra elas sempre argumentaram, já pararam

Não conseguem explicar os fenómenos, que nos estão amatar

São fogos, são chuvas, tudo está a desabar

Os degelos polares, os incêndios, as cheias, que levam tudo à frente

Nunca ninguém antes pensou que, parar para pensar, era tão urgente

Antes que a nossa arrogância acabe com toda a gente.

José Silva Costa

 

 

    

 

 

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publicado às 07:54


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