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Todos os anos!

por cheia, em 28.07.20

Incêndios!

 

Todos os anos, o martírio!

O mesmo sufoco sem dormir

As sirenes dos Bombeiros a ferirem-me os ouvidos

As chamas a progredirem nos ecrãs das televisões

As populações afogueadas, com receio de perderem as casas

Sem pensarem nas suas vidas

Ninguém quer perder a casa, antes de perder a vida

Mãos assassinas a acenderem fósforos

Mulheres e homens, apertados nas suas fardas, a correrem para o perigo

Sem hesitarem, sem pensarem nas suas vidas

Todos os anos, tantas vidas perdidas

Tantas árvores ardidas

O trabalho de uma vida queimado, num fósforo!

Como é que vamos acabar com este triste fado!

Todos os anos o mesmo estado

Tanto quilómetro queimado

Tanto avião fretado

E muito fogo ateado

O país mobilizado!

Mas basta um churrasco mal pensado

Ou um frango mal assado

Para queimar vidas e três Concelhos

Temos de ser mais cautelosos

O melhor é mesmo acabar com os fósforos

Ou metê-los num cofre

No cofre da nossa cabeça

Com um cadeado a dizer: não acender

Porque este país já não tem mais nada para arder

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:48

Prémio!

por cheia, em 21.07.20

Prémio!

 

Greta Thunberg venceu a primeira edição do prémio Gulbenkian para a Humanidade

Muitos parabéns admiro-te por conseguires arrastares multidões, para uma causa muito importante

Muitos criticam-te, dizendo que estás ao serviço destes, daqueles, dos outros

Não me interessa, espero que continues a sensibilizar, principalmente os mais jovens, para os problemas ambientais

Esta pandemia já nos fez prescindir de muitas coisas, obrigando-nos a seguir por outros caminhos

Portanto, não há inevitáveis, tudo depende do que formos capazes de fazer com inteligência, determinação, responsabilidade

Christine Lagarde terá dito, como presidente do Banco Central Europeu, que disponibilizaria dinheiro para a inovação, porque não queria que os lindos olhos dos seus netos a questionassem sobre o que fez para preservar o seu futuro

Também eu, que muito cedo fui alertado para os problemas ambientais, quando almoçava na Sociedade Portuguesa de Naturologia , em Lisboa, e mais tarde na Unimave., uma cooperativa macrobiótica, queria fazer qualquer coisa para melhorar o ambiente

Assim que pude, e aproveitando os incentivos do Governo, em 2008, instalei um sistema de aquecimento de água com painéis solares

Mas a minha ambição era, também, instalar um sistema de micro produção de energia fotovoltaica.

No início de 2011, estava muito descansado, em casa, à espera de conseguir juntar dinheiro para comprar os painéis fotovoltaicos, quando o telefone tocou, e do outro lado me perguntaram se queria ser micro produtor de energia fotovoltaica, ao que respondi que isso era um sonho

Disse que não tinha dinheiro ao que me responderam que me arranjavam financiador e me vendiam os painéis

Foi assim que me endividei em 22 mil euros, fora os juros, para pagar em 10 anos, 18 painéis fotovoltaicos

Durante 8 anos a EDP pagou-me por cada kWh 0,3800 €, caríssima! Mas foi a maneira de seduzirem os micro produtores

Desde o início deste ano pagam-na a 0,2200 €

Prefiro pagar a energia cara, a não ter ar para respirar, como aconteceu aos chineses, que aprendera a lição, tornando-se em grandes defensores das energias renováveis

Hoje, estou orgulhoso do investimento. Só me entristece não o ter feito a pensar nos lindos olhos das minhas netas e neto. 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:42

Números!

por cheia, em 13.07.20

O Sol

 

 

Chegou o calor, para aquecer os corações

Vamos aproveitar este Verão

Que, por ser diferente, não é menos atraente

Vamos aproveitar as férias e viver o presente

Não podemos abraçar toda a gente!

Vamos manter o distanciamento

Para ajudar quem não pode ir de férias

Por estar na linha da frente

A combater o vírus ou os incêndios

Merece todo o nosso reconhecimento

Pelo, desumano, esforço

Que será menos penoso

Se todos colaborarmos

Fazendo com que o Verão seja menos trabalhoso

Esta dolorosa situação

Tem de ser combatida com solidariedade

Quer estejamos no campo ou na cidade

Sejamos jovens ou de mais idade

Para que todos sintam que contam

Não para um número!

Mas para uma família

A Família Portuguesa.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:47

Em tempo de pandemia!

por cheia, em 10.07.20

Julho 2020

 

 

 

Um Verão quente no Interior, mas fresco no Litoral Ocidental

Com a pandemia, sempre, a ameaçar

Embebecidos, contemplamos a Lua

Neste Verão não há barulho, na rua

Há um doce silêncio, que nem parece Verão

Antes de adormecer, nas ondas dos teus cabelos, deito o meu olhar

Respirar o teu perfume, faz-me sonhar

Sozinhos, como no início!

Com os anos passados e os filhos criados

Temos a ilusão que voltámos aos tempos de namorados

Mas, o espelho desmente tudo o que tínhamos arquitetado

Os corpos, os rostos, os cabelos estão desfigurados

Como é que podemos ser os mesmos, dos vinte anos! Depois de tantos, passados

Acho que foram as nossas netas e neto, que guardaram os nossos rostos, dos vinte anos

Para os mostrarem aos nossos bisnetos, que nos vão ver como se fossemos, sempre, jovens

Enquanto vão vendo os seus pais a envelhecer

Como é bom, assim, ver o entardecer!

E, ao teu lado, adormecer.

 

 

José Silva Costa

 

 

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publicado às 08:14

Reavaliação!

por cheia, em 05.07.20

Em vez de censurar, não seria melhor debater o assunto!

 

RTP contestada por incluir “Baile dos Pretos” na corrida às 7 Maravilhas da Cultura Popular

Corpo de Deus-Festas da Cidade e do Concelho de Penafiel / Facebook

O “baile dos pretos” nas festas do Corpo de Deus de Penafiel em Março de 2013.

Um grupo de deputados do PS pede explicações à ministra da Cultura e contesta a RTP por causa de uma das candidaturas finalistas ao programa “Sete Maravilhas da Cultura Popular” que vai começar a ser exibido no canal público a partir do próximo dia 6 de Julho. Em causa está o “baile dos pretos” que representa Penafiel.

 

O “baile dos pretos” é um momento performativo que faz parte da actuação “Baile do Corpo de Deus – Cavalhada”, representativa de Penafiel. Os participantes neste momento dançam com o rosto pintado de preto e ao som dos seguintes versos:

“O Preto é o rei dos matos
Imperador de macacos
Não posso levar avante
Pretinho andar de sapatos
Trabalhai pretos cachorros
Trabalhai com devoção
Já que el-rei vos deixou forros
Ide-lhe beijar a mão”

Na descrição da candidatura de Penafiel, aponta-se que o “baile dos pretos” conta “a história de um grupo de escravos negros alforriados, que apresentam uma vistosa dança de fitas”.

Os deputados do PS Hugo Oliveira, Joana Sá Pereira, Rosário Gamboa, Bruno Aragão, Susana Correia e Cláudia Santos questionam a ministra da Cultura se tem conhecimento do teor desta candidatura e perguntam se não considera que deveria haver uma “reavaliação da participação desta suposta manifestação cultural no programa”.

“É missão pública de quem tem o dever de informar promover actividades, eventos e iniciativas que se pautem pelo respeito entre todos e que combatam toda e qualquer prática discriminatória“, apontam os deputados.

“Estamos a falar de uma candidatura a um programa, em que a televisão oficial é a RTP e com o alto patrocínio do Presidente da República“, reforça em declarações ao Expresso o deputado Hugo Oliveira.

“São comportamentos inadmissíveis que não cabem na sociedade actual”, acrescenta o deputado socialista, notando que “temos racismo estrutural em Portugal e as pessoas entendem-no como normal”. “É por isso que ouvimos Rui Rio dizer que não há racismo em Portugal e é também por isso que assistimos à manifestação do Chega“, considera.

Os portugueses “entendem que racismo é apenas quando existe violência contra uma pessoa de cor”, aponta ainda Hugo Oliveira, notando que “este tipo de manifestações, infelizmente, existem e são claramente racistas“.

Câmara de Penafiel assegura que tirou “partes ofensivas”

Câmara de Penafiel já veio contestar a posição dos deputados socialistas, garantindo que foram “suprimidas partes potencialmente ofensivas das quadras” mencionadas, conforme nota enviada ao Público.

“O enredo do “Baile dos Pretos” consiste na apresentação de um conjunto de escravos alforriados que, depois de libertos e acompanhados pela sua realeza, apresentam os seus cumprimentos ao concelho e à comissão de festas, enquanto cidadãos livres”, explica a autarquia, frisando que executam “uma vistosa e colorida dança de fitas, que se entrelaçam num poste, celebrando-se assim a sua libertação do jugo da escravatura e a sua integração de igual direito na sociedade“.

A autarquia afiança também que “teve o cuidado de suprimir parte de quadras que pudessem conter alguma referência ofensiva”, garantindo que as quadras mencionadas no requerimento dos socialistas não fazem parte do “actual repertório do baile”.

Penafiel orgulha-se de ser uma terra acolhedora e integradora, com inúmeros exemplos de parcerias com países africanos com quem mantém relações de cooperação”, conclui a autarquia.

A RTP não se pronunciou sobre a polémica até ao momento.

ZAP //

 
 
 
 
 
 

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publicado às 16:44

Julho!

por cheia, em 01.07.20

Mês de Férias

 

Julho, que sejas bem-vindo!

Que tragas um novo brilho

A um Verão diferente

Para as férias de muita gente

Que precisa urgentemente

De sair do confinamento do apartamento

De manter o afastamento

E, a quem tu podes ajudar, com o tempo

Mostrando-lhe um outro segmento

O de conhecer todo o país

Que para além das praias, tem muito mais

Tem muitos patrimónios!

Um vastíssimo património cultural e monumental

Disperso por todo o país

Que, infelizmente, muitos nem sabem que existe

Que, para todo o saborearmos, muitos anos seriam precisos

Este ano é a ocasião de deixarmos as praias sossegadas

De partirmos à descoberta do resto do país

De mergulharmos nos nossos rios

De usufruirmos dos nossos sumptuosos monumentos e jardins

De afugentarmos o demasiado calor, no centro duma Catedral ou de qualquer outro monumento

De saborearmos a nossa riquíssima gastronomia

Por todos tão admirada!

Não nos faltariam argumentos

Para celebrarmos ao progresso do Interior

Para ver se somos capazes de criar um país mais harmonioso

Baseado no aproveitamento de todos os seus recursos

Para a sustentação de uma economia verde

Que é o que a Natureza quer

E os povos estão a escolher.

 

José Silva Costa

  

 

 

 

 

 

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publicado às 07:48


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