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O nascimento de uma escola!

por cheia, em 26.09.19

Nascimento de uma escola

Estávamos em outubro de 1951.
No monte do Lobato, alguém ofereceu uma casa, para ali nascer uma escola.
Três ou quatro professoras foram ver o local, mas só a última aceitou criar uma escola, numa casa particular: quatro paredes, algumas cadeiras, uma ou duas mesas, nada mais!
A professora era uma jovem muito determinada e apostada em tirar as crianças dos trabalhos no campo, para que aprendessem a ler e escrever. Eram pouco mais de meia dúzia, de várias idades! 
Poucos pais tinham a perceção de que mandar os filhos à escola era o melhor para o seu futuro. Eles não tinham ido à escola e conseguiam governar a vida. Portanto, ainda não se tinham apercebido de quanto era importante saber ler e escrever.
Passado um ou dois meses, a professora vendo que não apareciam mais alunos, decidiu ir com eles até ao Monte Santana, para informar os pais, de que era obrigatório mandar os filhos à escola.
A professora à frente, os alunos atrás dela, por um caminho, que ligava as duas povoações, a meio caminho encontraram um homem e o filho a trabalharem numa horta, cumprimentaram-nos, e a professora questionou o senhor, perguntando-lhe se sabia que era obrigatório mandar o filho à escola. O pai do rapaz disse: “Se a senhora lhe der de comer.”
Seguiram para o Monte Santana, onde a professora tentou, junto de mães e pais, sensibilizá-los para a importância de mandarem os filhos à escola.
Numa manhã, por volta das dez horas, uma rapariga pediu à professora para ir lá fora, mas a professora não a autorizou porque estava quase na hora do intervalo, pouco depois a rapariga abriu as pernas e regou a sala de aulas. De seguida a professora mandou todos para o recreio; nem os rapazes, nem as raparigas usavam cuecas: elas usavam vestidos e eles calças ou calções.
Numa manhã de sol radioso, avistaram uma carroça da Câmara Municipal de Mértola, puxada por um macho, conduzida por um funcionário da respetiva Câmara, carregada de material.
O funcionário começou por fixar, na parede norte, o quadro preto, do lado direito penduraram os mapas, por cima do quadro, a meio, colocaram o crucifixo, do lado esquerdo a cadeira e a secretária da professora, no resto da sala as carteiras dos alunos, com os tinteiros brancos incrustados. 
Também receberam uma caixa de giz, um globo e umas canetas de madeira com um aparo metálico.
Foi mais um dia inesquecível, no ano do nascimento da escola.

José Silva Costa

 

 

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publicado às 19:18

Indignações!

por cheia, em 22.09.19

Indignações

Por dá cá aquela palha as redes sociais ficam todas indignadas

Mas quando um programa de investigação, da RTP é retirado, fica tudo calado!

O programa de investigação da RTP1, premiado, foi retirado

Caiu da grelha, foi grelhado, desapareceu, está enterrado

O “ Sexta à Noite” da jornalista Fátima Felgueiras, não resistiu

Interrompido para férias, foi extinto, porque sexta é dia de azar

Mal comparado, aconteceu-lhe o que acontece a muitos trabalhadores

Vão de férias, e quando voltam as fábricas fecharam, acabaram

Na RTP, paga com o dinheiro dos contribuintes, há programas eternos

Mas há outros, sabe se lá porquê, vão para o inferno

Não cumprem a ética republicana, incomodam quem manda!

Felizmente não há censura, faria se houvesse!

Por que raio, é que se metem em política!

Falem do futebol, dos passarinhos, das flores, digam só bem dos senhores doutores

Deixem a política para os políticos

Não queiram saber a razão por que entram pobres e saem milionários

O povo não precisa de saber nem compreender de política

Só têm de obedecer e aos políticos bem-querer.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 21:01

Fogo!

por cheia, em 18.09.19

Golas de fogo

 

Aldeias Seguras

Golas de fogo

Os negócios com o fogo

Vão aos bolsos do povo

Por isso, é que tudo arde, de novo

Todos os anos!

A prevenção! Não

Senão, lá se vão os negócios

Para muitos tão proveitosos

Porque os preços, para a Proteção Civil

São a dobrar!

Os jornalistas falam demais

Os jornalistas sabem demais

Ai censura!

Em certas ocasiões, davas tanto jeito

Metias todo o pessoal em respeito

Isto de Governar em democracia é uma chatice

Andam, sempre, a escrutinar tudo

E a denunciar a aldrabice

Os incêndios, para muitos, são uma mina

Muito melhor, que o negócio da china

 

José Silva Costa

 

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publicado às 16:45

Crise

por cheia, em 11.09.19

Novembro de 2008

Minha quarta sinfonia

Nos teus olhos toda a magia

Quatro Primaveras, num Universo sem harmonia

Meu hino à alegria

Contigo o século XXI marcou a sua entrada

A palavra crise é a mais pronunciada

Tudo são incertezas, ninguém sabe nada

Uma nova ordem tem de ser inventada

Do muito fizeram nada

A situação é desesperada

A incerteza precisa ser ajudada.

O teu sorriso é promessa de futuro

O teu olhar é o paraíso                  

Quando abres essas duas estrelas

Toda a humanidade é tocada

A Terra toda irradiada

E a humanidade hipnotizada

Minha flor encantada.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 21:25

Um dia inesquecível!

por cheia, em 05.09.19

Uma flor

Que a ciência

Antecipou

Ser uma menina

A rosa que se está

No ventre da mãe

A desenvolver

Para mais tarde

Emergir

Fazer o sol e a lua sorrir

A mãe e o pai sentir

Que têm o mundo

Na mão

Uma rosa em botão

Uma luz eterna

Que brilha

Na ausência da espera

Nos minutos

Que uma vida encerra

Como se tivesse começado

Uma nova era.

Nasce uma alegria

Que não tem explicação

E uma preocupação

Que comanda a mão

Prende a atenção

Acompanha a sombra

Sempre

Para todo o lado

Aperta o coração

Só de imaginar

Que o ar

Pode alertar

Para o perigo

Que só os pais sentem.                                        

José Silva Costa

 

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publicado às 20:47

Mulher

por cheia, em 01.09.19

Flor

Estrela Polar

Num Mundo Lunar

És Rosa

És Mar.

 

Espiga de Verão

Temperada pelo Sol

És flor

És pão.

 

Ave reluzente

Num céu atraente

És fogo

És ventre.

 

                             José Silva Costa

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publicado às 19:48


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