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Últimos, segundos

por cheia, em 31.12.18

Últimos, segundos

Vamos lá queimar os últimos segundos

Gastar os euros supérfluos

Que aos serviços públicos conseguiram cativar

E, que se ficarem para o ano, se podem estragar

Que fogo tão bonito para nos fazer vibrar!

Lágrimas a caírem do céu, e o seu rebentar

E nós todos a cantar

Na maior bebedeira coletiva

O álcool é que purifica

Estamos no novo ano, tão felizes e contentes

Queimámos todos os excedentes

Nunca mais nos esqueceremos do Terreiro do Paço

Nem de todos os outros espaços

Onde confraternizámos e festejámos

Todos os nossos sucessos

Naqueles felicíssimos momentos nada nos faltou

Fomos todos abastados

Heróis, mas cansados

Vivam as bebedeiras coletivas

Que nos conseguem trazer tantos momentos de felicidade

Que não há queima de euros que não seja bem recebida e aplaudida

Fazendo-nos esquecer todas as dificuldades diárias

Viva 2019!

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 17:50

O ano

por cheia, em 26.12.18

2018

Estás quase a dizeres-nos adeus

Já estás muito cansado

Foram muitos dias

Sem férias, domingos ou feriados

Já vais com 360 dias sem parar

Vinte e quatro horas por dia

Quem é que tanto resistiria!

Não foste bom, nem mau

Foste mais um

Levaste-me amigos

Ao mundo, trouxeste muitos perigos

Podias ter sido melhor!

Ou fomos nós que não te soubemos aproveitar

Continuamos, como sempre, só, em nós, a pensar

Não te quero agastar

Mas não tenho motivos para te admirar

Descansa em paz

Já todos se preparam

Para receberem o teu substituto

Numa euforia sem sentido

Com muito desperdício

Sem pensarem que isso em nada os vai ajudar

Não é queimando milhões de euros em fogo-de-artifício

Que o mundo vai melhorar

Por que razão só aplaudimos a ilusão?

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 22:41

A abstenção

por cheia, em 18.12.18

Abstenção

Os Partidos não se conseguem regenerar, porque estão rodeados de claques que não os deixam abrirem-se à sociedade

Os dirigentes dos Partidos estão rodeados de um núcleo, que repele todos os que questionem ou critiquem as suas orientações

Levando a que se convençam que a razão está sempre do lada deles, ameaçando quem se lhe oponha, ao ponto de dizerem que quem se mete com eles leva

Foi assim que a abstenção foi crescendo, chegando a mais de cinquenta por cento, porque as pessoas acham que esses senhores não têm competência para os representarem

Os Partidos, em vez de tentarem inverter a situação, continuam a fazer de conta que a abstenção não tem nada a ver com os seus métodos de atuação e asfixia, dos que não se submetem ao seu círculo de bate palmas

Quando algum membro da sua agremiação tem desvios comportamentais, fazem tudo para o encobrir e defender, mesmo que o que fez não seja defensável

O eleitorado vai ficando cada vez mais revoltado, por ver que os Partidos clássicos não têm emenda, que desprezam todas as tentativas de regenerar a sua credibilidade

Até que um dia surge um salvador, as redes digitais ajudam-no a eleger, e os Partidos não sabem como perderam o poder

Não foi isso que aconteceu com o Macron?

O movimento dos coletes amarelos já fala em candidatar-se às eleições Europeias, vamos ver o que vai dar!

Muito me engano, ou os Partidos, que metem a cabeça na areia, têm os dias contados.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:52

Faz de conta

por cheia, em 15.12.18

Faz de conta

Começaram as férias escolares do Natal

Vamos brincar ao faz de conta

Uma brincadeira muito apropriada

Para fazermos com as crianças

Principalmente quando nos obrigam a comer

Aquelas comidas invisíveis, que elas confecionam

Com a ajuda das fadas, em que só vemos o prato, garfo e colher

Mas que fazemos de conta, que nunca comemos melhor comer

Faz de conta que ninguém morre por comer demais ou de menos

Faz de conta que ninguém dorme na rua, porque todos temos direito a um lar

Faz de conta que Natal é todos os dias, e não um dia

Faz de conta que o texto, sobre banqueiros e políticos corruptos, foi publicado

Faz de conta que todas as guerras acabaram, para poder dormir descansado

Faz de conta que as imagens do Iémen, que já vimos em tanto outro lado, são um fantasiado

Faz de conta que o meu blog foi publicitado

Faz de conta que vivemos no mundo das fadas, um mundo onde não há impossíveis e tudo é perfeito, sem refugiados, esfomeados, deserdados

Desejo-vos um feliz Natal, mas não de faz conta, real.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 17:21

Natal

por cheia, em 09.12.18

Natal

 

Neste Natal, embrulhe as suas prendas em sorrisos, beijos e abraços

Deixe de lado o plástico, o papel e o cartão

Vamos dar as mãos, por novas soluções

Para preservar o ambiente

Os recursos não duram para sempre!

Não podemos gastar tudo, no presente

Mesmo que a publicidade não pare de nos assediar

Para este e o outro mundo comprar

Como se tivéssemos necessidade

De todos os dias mudar de computador, televisão, telefone e de tudo mais

Que nos preenchem todas as horas

Não nos deixando falar, nem conviver

Passamos o tempo teclando no movimento

Cada qual para seu lado, sem trocarmos uma única palavra

Lá chegará o tempo em que não conseguiremos articular qualquer som

Perderemos a voz, só os dedos comunicarão!

Oratória, imprensa, televisão

Ninguém para a evolução!

Mas, não basta embandeirar em arco

Parar o carro e apagar as luzes uma vez por ano

Todos os dias temos de contribuir para melhorar o ambiente

Para podermos continuar a respirar

Porque em muitos locais já é difícil respirar

Há coisas, que os milhões não conseguem comprar!

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 17:25

Cativar

por cheia, em 03.12.18

Cativar

Cativar, uma nova forma de governar

Centeno introduziu, na governação, a cativação

Cativa na educação, na justiça, na saúde .....

Mas nunca cativa os ordenados dos políticos

Este mês a negra prenda coube às famílias mais desfavorecidas

Cuja maior riqueza é terem filhos aplicados nos estudos

Conseguindo boas médias nos estudos

E, por isso, são compensados pelo Estado

Este mês só receberão metade do que têm direito

Para o ano receberão a outra metade

Quem decretou e mandou publicar, que as Escolas só podem, metade, pagar?

No mês em que as famílias, queriam os filhos premiar, pela dedicação e esforço, comprando-lhes uma simples prenda, o Governo cortou-lhes, para metade, a bolsa

Todos dizem que nem no tempo da troica, se viu tamanha vergonha.

José Siva Costa

 

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publicado às 20:06


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