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Quarta-feira, 19.09.18

A nossa caminhada

O tempo

Empurrados pelo tempo

Caminhamos de mãos dadas

Por estradas com portas fechadas

À espera de encontrarmos as nossas almofadas

Para, enfim, descansarmos de tantas esperanças afogadas

De demasiadas promessas, sempre, adiadas e goradas

Cansados, exaustos das caminhadas, à procura das portas anunciadas

Mas, que teimam em continuar, cada vez, mais serradas

Deitemo-nos ao luar, sem leira nem beira, nas nossas almofadas imaginadas

Agarrados ao amor, que nos uniu, nos dias e horas desesperadas

Quando acordarmos subiremos com as nossas asas todas as escadas

Para ficarmos bem juntinhos, lá bem no alto, nos braços das nuvens estreladas.

 

José Silva Costa

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por cheia às 22:50

Sábado, 15.09.18

As casas do futuro

 

As casas do futuro

Não é só o clima que está a mudar

O constante aumento da temperatura está-nos a afetar

Neste setembro quente, na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa

A receção aos caloiros foi feita em ambiente diferente

Em traje de roupa interior, o que está de acordo com o curso!

Na arquitetura, para além da fachada, o mais importante são os interiores

Na perspetiva de mais ondas de calor e de mais duração

As futuras arquitetas e arquitetos tiraram a roupa, que os estava a afoguear

Despiram-se de preconceitos e de vaidades, confraternizando quase nus

É para o natural que estamos a caminhar

No futuro, as casas serão mais personalizadas

O cliente irá, ao ateliê, mostrar o perfil, para que arquitetas e arquitetos lhes desenhem a habitação

Tudo será à medida do freguês, porque o espaço é, cada vez, mais reduzido

Se não tivessem inventado os trapos

Ainda hoje andaríamos todos nus

Sem que ninguém achasse estranho

Ninguém perderia tempo a observar e a comparar o tamanho

Não vivemos num mundo estranho

Caminhamos no sentido das leis da Natureza

Em que, cada um, procurará apresentar-se como é

Sem disfarces, maquilhagens, próteses invisíveis

Para não nos enganarmos uns aos outros

Vamos poupar muitos recursos, ao planeta, mostrando a nossa natural beleza.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 16:10

Quarta-feira, 05.09.18

Cabecinha pensadora

Cabecinha pensadora

 

Num tempo em que todos morrem de amores pelo Interior

Quando todos dizem querer ajudá-lo a sair do inferior

Aparece um autarca a exigir que os passes dos transportes públicos baixem

O que é uma coisa boa!

Mas, pediu esta medida, só, para a sua Câmara e arredores

Custeada pelo Orçamento Geral do Estado

Corroborando a ideia, que se esperava apagada, de que Portugal é Lisboa, o resto é paisagem

Portanto, o Interior pode continuar a contar com o apoio de todos, mas só com beijinhos e abraços

No Interior, em muitas localidades, nem transportes públicos existem, quanto mais passes!

Na capital há escolhas, no Interior, muitas vezes, a única escolha é o carro de aluguer

Por causa das cabecinhas pensadoras é que o Interior está abandonado

E, as grandes cidades estão a rebentar pelas costuras.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 22:04

Terça-feira, 04.09.18

Cabecinha pensadora

Cabecinha pensadora

 

Num tempo em que todos morrem de amores pelo Interior

Quando todos dizem querer ajudá-lo a sair do inferior

Aparece um autarca a exigir que os passes dos transportes públicos baixem

O que é uma coisa boa!

Mas, pediu esta medida, só, para a sua Câmara e arredores

Custeada pelo Orçamento Geral do Estado

Corroborando a ideia, que se esperava apagada, de que Portugal é Lisboa, o resto é paisagem

Portanto, o Interior pode continuar a contar com o apoio de todos, mas só com beijinhos e abraços

No Interior, em muitas localidades, nem transportes públicos existem, quanto mais passes!

Na capital há escolhas, no Interior, muitas vezes, a única escolha é o carro de aluguer

Por causa das cabecinhas pensadoras é que o Interior está abandonado

E, as grandes cidades estão a rebentar pelas costuras.

 

José Silva Costa

 

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por cheia às 21:51

Sábado, 01.09.18

Terra queimada

Setembro

 

Setembro, o meu mês, o mais suave e doce

Um mês de transição, entre o verão e o outono

O mês das vindimas e da colheita das frutas

Começaste quente, para alegrar muita gente

Mas tivemos, logo, o reverso da medalha

Mal as temperaturas sobem, os incêndios voltam

Quem é que está interessado em reduzir o País, a cinzas?

De Norte a Sul não escapa nada

Tudo serve de espada

Para quem não tem coragem de aparecer no campo de batalha

Semeiam o terror, com a mão tapada

Oxalá, chova e lhes lave os rancores

Antes que lhes curem as dores.

 

 

 

 

José Silva Costa

 

 

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por cheia às 21:50


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