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...

por cheia, em 27.01.16

Auschwitz, Polónia

 

Setenta e um anos depois

O mesmo, cortante, frio

O mesmo vento vazio

As lágrimas em rio

 

Que as chamas engoliu

 

 

O silêncio sufocante das cinzas

Não nos dão sossego

Os olhos dos homens mulheres crianças

Varam-nos com a incomoda pergunta

O que levou a tamanha loucura?

O Mundo, como sempre,

Continua conturbado

Mas, os gritos dos sobreviventes

Trespassa-lhe os ossos da mente

Procurando mantê-lo acordado

Interrogando-o, abalado

Incrédulo, responde: “ nunca mais”

Mas, os fornos foram letais.

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publicado às 20:27

Um rombo de dez milhões

por cheia, em 19.01.16

Privilégios

 

Os nossos dignos representantes no Parlamento

Criaram as suas subvenções vitalícias

Para, quando se reformarem, de fome, não morrerem!

Ao contrário dos que implantaram a República, em 1910

Que achavam indigno comer à mesa do orçamento

Vinte e um deputados do PS e nove do PSD

Não gostaram dos cortes nos seus magros rendimentos!

Queixaram-se ao Tribunal Constitucional

Que lhes deu toda a razão!

Os ilustres não podem ficar sem pão!

Há uma grande distanciação

Entre os que criaram a República

E os que hoje se servem dela

Aos primeiros bastava-lhes a ética Republicana

Aos de agora, também se dizem herdeiros dela

Mas, sem euros não há gamela

Todos dizem defenderem os mais pobres

Será por isso que cada vez há mais?

 

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publicado às 20:56

É tudo o que tem cada ser

por cheia, em 09.01.16

 

Ainda mal nasceu o ano, e os homens já mataram duas companheiras!

Será que esta chaga não tem cura?

Assassino é coisa que ninguém deveria gostar de ser

Todos os que matam, na cadeia deveriam morrer

Prisão perpétua, para quem, a vida interromper

Porque a vida, não é uma coisa qualquer

É tudo o que tem cada ser.

  

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publicado às 22:14

Reis!

por cheia, em 06.01.16

Dia de reis

O dia de reis, deste ano de 2016-01-06, parece querer lembrar o que aconteceu com Maria Antonieta!

As notícias falam de degolados, mostrando, infelizmente, que com o novo ano, a violência não mudou!

Violência de homens sobre as mulheres, violência de pais sobre os filhos

Mas, a violência resolve alguma coisa?

Uns e outros continuam a pensar que são os donos da vida dos outros

Dia de reis violentos e absolutos.

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publicado às 21:54

Velho

por cheia, em 01.01.16

Inverno

 

Chegaste pela calada da noite

Todo vestido de branco, a anunciar o Natal

Tu, que fechas e abres os anos

Vens vestir a humanidade dum sentido fraternal

Vais acabar de despir as árvores

Fazê-las tremer de frio glacial.

 

Velho

 

Velho, pobre, abandonado

Que Gama te trouxe da tua quente Índia?

Para um temperado Portugal

Vives na rua, no banco do jardim

Dormes à porta do prédio da avenida

Gelado

Trabalhaste muito

Por um magro ordenado

Agora, não tens um telhado!

 

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publicado às 21:41


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