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o petróleo

por cheia, em 08.11.14

Sexta-feira, 09/05/2008 ( dia da Europa) Depois de ter atingido os mil euros por barril, o petróleo acabou! Por todo o lado, em todo o mundo, tudo o que se movia com os derivados do petróleo vai parando, à medida que queimam a última gota de combustível, causando grande desespero a todas as pessoas. Depois da tentativa falhada dos biocombustíveis, devido aos motins contra a utilização de alimentos na fabricação de combustíveis, não nos restas outra alternativa que não seja, voltarmos aos transportes de tracção animal. Milhões de automóveis amontoam-se por toda a parte, os aeroportos estão rasos de aviões, e as pessoas não dão descanso aos telemóveis. Durou apenas um século, a invenção que mais contribuiu para a nossa mobilidade individual, dando-nos a possibilidade de quase voarmos. O que fazer com o meu automóvel? Tantos dias e anos de companhia, para uma separação abrupta e definitiva. Milhões de pessoas não se conformam com esta situação, recusando-se a saírem das suas viaturas, arriscando-se a morrer de fome e sede. As crianças estão a invadir as ruas das cidades, a pouco e pouco vão ocupando os espaços entre os automóveis, para as suas brincadeiras. O ar, nas grandes cidades, voltou a ser respirável. José Silva Costa

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publicado às 17:26

o andamento do tempo

por cheia, em 08.11.14

O andamento do tempo O tempo tudo envelhece e destrói Apenas alguns exemplos: A rainha e aristocrata caneta de tinta permanente foi destronada pela esbelta e graciosa esferográfica. Popularizada a partir dos últimos anos, da década de cinquenta, do século XX, depressa se tornou famosa. Tão famosa, que um seu admirador, entrou num estabelecimento comercial, desabotoou o casaco, tirou a sua esferográfica do bolso do casaco e gritou: “ com uma esferográfica já se pode assinar escrituras e cheques, já foi publicado no Diário do Governo” Resistiu até hoje, mas a assinatura digital vai substituí-la, e se a escrita em papel acabar, muito vai chorar! O computador, de quem dependemos, começou por ser uma máquina enorme e tinha de estar num ambiente sofisticado. Os que vi, estavam numa redoma de vidro, para lá entrarmos tínhamos de nos equipar como se fossemos cumprimentar alguém que desconfiassem ter contraído o Ébola. Tornou-se numa máquina incontornável, sem a qual já não podemos passar, e com ele podemos ver o Mundo, por um fio. Mas o telemóvel está a ameaçar o seu reinado. Esse chip que se nos colou à pele, como uma lapa, e que também nos permite ver a internet. Pode, quem sabe, um dia fazer parte da nossa identidade! O tempo o dirá. José Silva Costa .

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publicado às 16:58


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