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Domingo, 17.06.18

17 e 15

Os incêndios

 

O dia dezassete de Junho e quinze de Outubro de 2017, não deviam ter existido

A Natureza, passado um ano, vai dando sinais de recuperar

Os rouxinóis voltaram a ouvir-se cantar

O verde, aqui e além vai rompendo, querendo o negro tapar

Mas, os humanos não conseguem recuperar

Há muito desanimo, muita tristeza, por apagar

Como recuperar a perda de um filho? Diz um pai

Para muitos sobreviventes, já nada conta

Tudo acabou com as labaredas, que tudo comeram

Nada, depois de tantas perdas, faz sentido

Apenas esperam que o tempo faça o seu trabalho

Em todos aqueles rostos há demasiada dor

As imagens mostram-nos o horror

Por mais,que todos as queiram esquecer

Elas teimam em permanecer.

 

José Silva Costa 

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por cheia às 20:31

Quarta-feira, 13.06.18

O que o berço dá, só a tumba o tira!

Carta do Infante D. Pedro a D. Duarte [1426]

Enviada de Bruges

Resumo feito por Robert Ricard e constante do seu estudo «L'Infant D. Pedro de Portugal et "O Livro da Virtuosa Bemfeitoria"», in Bulletin
des Études Portugais, do Institut Français au Portugal, Nova série, tomo XVII, 1953, pp. 10-11).

«O governo do Estado deve basear-se nas quatro virtudes cardeais e, sob esse ponto de vista, a situação de Portugal não é satisfatória. A força reside em parte na população; é pois preciso evitar o despovoamento, diminuindo os tributos que pesam sobre o povo. Impõem-se medidas que travem a diminuição do número de cavalos e de armas.

É preciso assegurar um salário fixo e decente aos coudéis, a fim de se evitarem os abusos que eles cometem para assegurar a sua subsistência.
É necessário igualmente diminuir o número de dias de trabalho gratuito que o povo tem de assegurar, e agir de tal forma que o reino se abasteça suficientemente de víveres e de armas; uma viagem de inspecção, atenta a estes aspectos, deveria na realidade fazer-se de
dois em dois anos. A justiça só parece reinar em Portugal no coração do Rei [D. João I] e de D. Duarte; e dá ideia que de lá não sai,
porque se assim não fosse aqueles que têm por encargo administrá-la comportar-se-iam mais honestamente. A justiça deve dar a cada qual
aquilo que lhe é devido, e dar-lho sem delonga. É principalmente deste último ponto de vista que as coisas deixam a desejar: o grande mal
está na lentidão da justiça. Quanto à temperança, devemos confiar sobretudo na acção do clero, mas ele [o Infante D. Pedro] tem a
impressão de que a situação em Portugal é melhor do que a dos países estrangeiros que visitou. Enfim, um dos erros que lesam a prudência é o número exagerado das pessoas que fazem parte da casa do Rei e da dos príncipes. De onde decorrem as despesas exageradas que recaem sobre o povo, sob a forma  de impostos e de requisições de animais. Acresce que toda a gente ambiciona viver na Corte, sem outra forma de ofício.»

(Quase 600 anos depois, nada parece ter mudado...)


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por cheia às 21:29

Domingo, 10.06.18

10 de Junho

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades

Portugal, um retângulo, na ocidental praia

Um retângulo muito pequeno, para tanto sonho

O que nos vale é o muito mar, que não tem limites!

Temos muito por onde nos espraiar, todo o Mundo para abraçar

Somos um povo de navegadores, sonhadores e muitos amores

Um povo incapaz de se deixar aprisionar, numa pequena porção de terra, com tanto mar

Para além desta imensidão de água há outros povos, que queremos tanto conhecer

Não, nunca ficaremos a comtemplar, este vai e vem de ondas a desafiar-nos!

Cavalgá-las-emos sempre, para vermos, o que do outro lado, nos chama

Primeiro, para cartografar tudo o que se encontrava para lá do mar

Depois, para nos libertarmos e darmos asas a todas as nossas ambições

Uma vontade insaciável de conhecermos todos os povos, todas as nações

Uma gente diferente, capaz de amar e abraçar, toda a gente

Que por mar, terra e ar se espalhou e continua a espalhar por onde houver espaço para sonhar

E, se a iniciativa não for nossa, são os outros povos, que nos veem buscar!

Como está a acontecer, porque dentro de nós há um mar de muitos séculos, para admirar

Ninguém fica indiferente à nossa maneira de ser, à nossa afetividade, ao nosso conhecimento da humanidade

Cruzámos todos os mares e continentes, conhecemos tantas gentes, e, em todo o lado deixamos sementes

E, assim continuaremos, pelos séculos fora, passeando os olhos por todos os mares e por todas as gentes.

 José Silva Costa

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por cheia às 22:31

Quarta-feira, 06.06.18

Os nossos impostos!

Futebol e Impostos

 

O futebol nunca foi adepto dos impostos

Os impostos não têm adeptos

A não ser os que vivem deles!

A indústria do futebol está cada vez mais florescente

Por todo o lado estão a espalhar a semente

Não sei o que vai na cabeça da gente

Não há êxito na carreira do futebolista, sem agente

O futebol tem florescido à custa dos impostos de toda a gente

Com políticos que desbaratam o nosso dinheiro com essa gente

Mas, não têm dinheiro para pagar a professores, médicos e enfermeiros

Os futebolistas, para os políticos, são os primeiros

Utilizados para anestesiarem trabalhadores, soldados e marinheiros

É uma doença a que poucos conseguem resistir

É com ele, que a violência está a progredir

Bancos falidos, com os nossos impostos, mantidos

Perdoam lhe, e a dirigentes desportivos, muitos milhões

Enquanto, que para o cidadão comum não há perdões

Se, ainda que por motivos alheios à sua vontade, não pagar as prestações

Será penhorado e despejado, tendo de ir com a família, para debaixo da ponte

Por que razão, as garantias dadas, pelos Clubes e seus dirigentes, não são acionadas?

Porque os nossos impostos estão sempre disponíveis, para pagarem as suas fraudes

Pagarem a jogadores e treinadores, muitos milhões, para o futebol não existem cativações!

Em Espanha, o fisco está a recuperar muitos milhões, sonegados por treinadores e futebolistas

Felizmente, que em Portugal, ninguém foge ao fisco, muito menos, futebolistas e treinadores!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 20:08

Domingo, 27.05.18

Feira do livro

Feira do Livro de Lisboa

Uma feiticeira, que me esvazia a carteira

Uma bebedeira durante toda a feira

A tentar levá-la inteira

Um ponto de encontro anual

Num ambiente natural

Namorada do Parque Eduardo VII

Durante alguns dias, para abrilhantar

As festas da cidade, onde os olhos podem navegar

Por um imenso mar de livros

Cada um com a sua autora ou autor, lá dentro

Prontos a connosco dialogar

Quando os lemos, também os reescrevemos

Fazendo a construção das personagens no nosso imaginário

Interpretando-os de acordo com as nossas vivências

Por isso, é que os livros têm tanta magia

Dentro dos livros, os autores dormem pelos séculos fora

Mas, quando os lemos, voltam a acordar, para tudo nos contar

Quando te mudaram de casa, e na avenida te plantaram

Visitava- te todos os dias, quando trabalho saía

Corria pela avenida abaixo, visitando todos os pavilhões

À procura do livro do dia, ou dos de bolso

Porque o meu dinheiro sempre foi pouco.

 

José Silva Costa

 

 

 

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por cheia às 16:16

Domingo, 20.05.18

Os deserdados

Dois milhões e meio!

 

Cada vez o fosso salarial nas empresas é maior

Os do topo todos os anos se aumentam

Enquanto os da base são esmagados

Anos e anos sem qualquer aumento, a não ser de trabalho

Ameaçados pelo flagelo do desemprego

Pressionados pelos que todos os anos são aumentados

Para que os lucros cresçam desmesuradamente

Para contentamento dos acionistas, que querem bons dividendos

Muito apostados no capitalismo selvagem

Sem rosto, sem qualquer preocupação de solidariedade

Como se os trabalhadores fossem máquinas

Que nada têm beneficiado com o avanço das novas tecnologias

Que os têm amarrado às empresas, vinte quatro horas por dia

Com grande prejuízo para o convívio das famílias

Em Portugal as disparidades ainda são maiores

Dois milhões e meio de pobres!

São muitos pobres para um país pequeno

Com tantos pobres, os ricos deveriam sentir-se vexaados

Ninguém viverá feliz, de esfomeados, rodeado

Só os defensores da caridade se devem sentir realizados

A nossa miséria já é endémica

Quinhentos anos de misericórdias

Muitos bancos alimentares

Não conseguiram, a fome, afugentar

Ou será que a estão a fomentar?

Acabem com as muitas associações de caridade

Estamos fartos de fomes, de mãos estendidas com chapéu na mão

Numa subserviência de quem não tem direito a pão, habitação, trabalho, justiça

Na segunda débil idade, é doloroso passar os últimos dias

Sem dinheiro para medicamentos, para aliviar as dores.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 18:40

Segunda-feira, 14.05.18

Paridade

Festival da Eurovisão 2018

 

Há quem passe a vida a criticar

Que tudo não passa de uma feira de vaidades

Bem vestidas, mal vestidas, feias, bonitas e outras tricas

Mas os resultados dos últimos anos estão a mostrar o contrário

Ganha quem consegue transmitir emoção

Portanto, abaixo o negativismo, vamos à construção

Trabalho, solidariedade, diversidade, modernidade, inclusão

Nem todos podem ser modelos!

Os anos acabarão com esses flagelos

O interior sobrepor-se-á o exterior, ganhando valor

Este vai ser o século do amor!

A paridade entre os sexos é o seu motor

Os censores levarão uma grande lição

Os satélites acabarão com as fronteiras

Os muros não passam de asneiras

Os que proíbem o presente têm medo do futuro!

Não! Nunca muros, censores, conseguirão enclausurar o pensamento

Mais tarde ou mais cedo, aqui ou além, chegará o momento

De abrir os braços, gritar liberdade, fazer do pensamento o sustento

Não há força, nem movimento que consiga aprisionar o vento

Os ventos de mudança avançam contra qualquer força de segurança

Nem peia, nem meia, nem gente feia travarão a alegria da veia

Este século já tem, muita coisa, mudado

Só falta alguns compreenderem que todos temos de ter um lugar onde viver!

Que não é crime procurarmos uma vida melhor

Mais que não seja a pensar num futuro melhor, para os filhos

Acabaram-se as fronteiras que nos impediam de opinar

Ganhou a modernidade sem preconceitos de inferioridade.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 08.05.18

Eurovisão

A Eurovisão

 

O jardim floriu

Os turistas, em Portugal, são um rio

Nunca Lisboa, tanta gente, viu

As canções que Abril produziu

Vão, por alguns dias, embalar um Mundo vazio

Enquanto os povos cantam juntos, espantam o frio

Que as competições sempre trazem

Por ser quase impossível

Fazer justiça, no resultado!

Ficam as recordações dos rostos

De um Globo massacrado

Durante algumas horas espantado

Por se unirem num festival

Para mostrarem como tudo seria diferente

Se os povos se juntassem mais vezes, para cantarem

Eurovisão! Como fomentar a comunhão, interagir, conhecer um pouco melhor, cada país

Contribuir para a paz, para a diversidade, para a amizade, para humanizar a humanidade

Este ano, Lisboa foi a cidade, graças ao Salvador!

Portugal pode mostrar ao Mundo o seu valor.

 

José Silva Costa

 

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por cheia às 22:51

Domingo, 06.05.18

Futebol

Perdões

 

Os Bancos e os seus perdões

De muitos e muitos milhões (94,5 milhões)

Arrancados aos contribuintes, que contam os tostões

Que, sem perdões, são despejados pelos tabeliões

Num País de muitos vilões

Onde o dinheiro escasseia, para as instituições

Com escolas a cair, falta de creches, que causam, aos pais, muitas aflições

Um Serviço Nacional de Saúde onde andam todos aos empurrões

Perdões de milhões, ao futebol, para anestesiarem as multidões

Futebol, vinte e quatro horas por dia, em todos os canais de todas as televisões!

Os doentes da bola agradecem com muita pancadaria e confusões

O pontapé na bola a causar as maiores paixões!

Não se queixem da falta de escolas, hospitais e tribunais

Enquanto aplaudirem dirigentes, futebolistas e outros foliões

Que, graças às vossas reações, arrecadam muitos biliões.

 

Tudo o que é demais não presta!

 

 

José Silva Costa

 

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por cheia às 23:08

Quarta-feira, 02.05.18

O dinheiro é que manda!

Quem o desviou?

 

Quem são os devedores, que fazem com que tenhamos de socorrer os Bancos?

A braços com as imparidades, palavra para esconder os prejuízos ou o crédito mal parado

Têm de recorrer ao Estado, para que os depositantes tenham o seu dinheiro, assegurado

Todos nos indignamos com os milhões, que o Estado dá à Banca, para repor o que foi roubado

Ninguém, até hoje, nos quis dizer, ou fazer saber, quem foi à Banca beber, sem cuidado

Para melhor levantarem quanto queriam, pelo Governo, o administrador da CGD, foi nomeado

Tudo bem urdido, com a intenção de ajudar um comendador a comprar um Banco privado

Sem dinheiro, mas muito bem amparado, à Caixa Geral de Depósitos, o pediu emprestado

Nesta República tudo é permitido, a alguns, a outros nada é permitido, nada é autorizado

Quem deve o dinheiro, quem lho entregou, os milhões, que o Estado, na CGD, tem enterrado ?

É segredo Bancário, todos se escondem atrás desse véu, para o povo não saber, por quem foi enganado

Agora, alguém apareceu, que quer saber o que aconteceu, por quem o dinheiro foi levado

E, mais, está disposto a ajudar a alterar a lei, para que se acabem as desculpas, para o não revelado!

Por que razão, em todo este tempo, quem podia, no Parlamento, alterar a lei, esteve calado?

Os contribuintes têm de estar sempre prontos, para ajudarem a tapar o queijo esburacado

O povo merecia ser melhor representado. E, que com o seu dinheiro tivessem mais cuidado

Não se governem! Governem bem o dinheiro arrecadado, algum mal cheiroso, e outro muito

suado!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 18:47


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