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Sábado, 20.04.19

Nosso drama

Nosso drama

 

Por todo o lado

Em todos os Continentes

Avalanchas de gentes

Fogem das guerras e da fome

Nada as detêm

Nem fronteiras, nem barreiras

Nações são asneiras

A fome não reconhece bandeiras

Os políticos não têm fome

Ameaçam os emigrantes de morte

Não querem saber da sua sorte

Quem tem poder julga-se forte

Recorre a tudo, ameaça com o corte

De fronteiras, de negócios, de ajudas

Mas, as mães pelos filhos fazem tudo!

Viram o Mundo, se preciso for

Sem medo, nem terror

Porque eles são o seu maior valor

Perdê-los é a sua maior dor.

 

 

José Silva Costa

 

 

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por cheia às 22:42

Quinta-feira, 11.04.19

ovos de oiro!

A galinha dos ovos de oiro

 

A Câmara Municipal de Sintra tem um espaço de apoio aos munícipes

O Espaço do Cidadão, onde se podem tratar muitos assuntos

Um espaço bem organizado e eficiente, um espaço diferente

De vez em quando, uma funcionária vai à sala de espera e dirige-se aos presentes

Em português e inglês perguntando-lhes se precisam de ajuda, de impressos, etc.

Com estas triagens despacha logo metade da clientela

“ falta o atestado de residência, o inicio de atividade, tem de ir ao serviço de cartografia, para saber para que está licenciado o espaço”

Com o alojamento local, como galinha dos ovos de oiro, não falta quem queira, tudo alugar

Para onde quer que nos viremos, nas cidades ou nas pequenas localidades

Só vemos placas com as letras A.L.

Todos os que querem alugar espaços, sejam construídos em madeira, alvenaria ou cimento armado, os mesmos, têm de estar licenciados para habitação

Assim, quem quer transformar os currais, os palheiros, os galinheiros, em galinha de ovos de oiro, primeiro têm de os licenciar para habitação, como é natural, num país europeu, no século XXI .

Com serviços inovadores, bem organizados, eficientes, pensados por pessoas, para pessoas , até apetece pagar impostos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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por cheia às 22:26

Sexta-feira, 05.04.19

O encanto das cidades

O encanto das Cidades

Quando os turistas desaguam nas praças das nossas cidades

E ficam de boca aberta com o encanto dos nossos monumentos

Não sabem nem sonham, o que se esconde, por de trás das bonitas fachadas

Muitos idosos, na solidão de quatro paredes, sustentam, com os seus corpos, o desmoronamento das cidades

Já não lhes bastavam as dores, o peso dos anos, o tempo a escoar-se por entre os dedos

Ainda têm de viver com o medo, a incerteza de não saberem o que lhes pode acontecer

Assediados por quem lhes quer roubar o lugar onde nasceram ou onde há muito vivem

Não conseguem, nem nos últimos anos de vida, um momento de paz

Mesmo que a lei os proteja, os fundos de investimento não têm sensibilidade nem rosto

E, quando não aceitam as miseráveis condições em que os querem despejar

Ou quando não há dinheiro que lhes pague o que sente por o seu lugar

Porque saírem de onde têm raízes e alguém que lhes dê atenção

É como condená-los a uma morte antecipada

Então, os novos donos das cidades, recorrem a métodos criminosos

Mandando incendiá-las

Triste tempo deste deslumbramento!

Em que para o vil metal, uma parte da peste grisalha é um impedimento

Para que o resto da peste grisalha calcorreie todo o mundo, a todo o momento

Há qualquer coisa de errado, quando os cabelos prateados não são acarinhados

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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por cheia às 19:05

Terça-feira, 02.04.19

Mais Lágrimas

Um Texto Que Tem Mais LÀGRIMAS Do Que PALAVRAS !!!


         

 Texto Absolutamente Imperdível. Do Mural de Maria de Lourdes dos Anjos

 




 

Quando os meninos  me pediam "papel macio pró cu e roupa boa prá gente"…
Um dos textos que mais me custou a  escrever e por isso tem mais
lágrimas do que palavras.

Estávamos ainda no século XX, no longínquo ano de 1968, quando a vida
me deu oportunidade de cumprir um dos meus sonhos: ser professora. Dei
comigo numa escola masculina, ali muito pertinho do rio Douro, na
primeira freguesia de Penafiel, no lugar de Rio Mau.
Era tão longe, da minha rua do Bonfim, não podia vir para casa no
final do dia, não tinha a minha gente, e eu era uma menina da cidade
com algum mimo, muitas rosas na alma, e tinha apenas 18 anos.

Nada me fazia pensar que tanta esperança e tanta alegria me trariam
tanta vida e tantas lágrimas.
 Os meninos afinal eram homens com calos nas mãos, pés descalços e um
pedaço de broa no bolso das calças remendadas.
As meninas eram mulheres de tranças feitas ao domingo de manhã antes
da missa, de saias de cotim, braços cansados de dar colo aos irmãos
mais novos, e de rodilha na cabeça para aguentar o peso dos alguidares
de roupa para lavar no rio ou dos molhos de erva para alimentar o
gado.

As mães eram mulheres sobretudo boas parideiras, gente que trabalhava
de sol a sol e esperava a sorte de alguém levar uma das suas cachopas
para a cidade, “servir” para casa de gente de posses.
Seria menos uma malga de caldo para encher e uns tostões que chegavam
pelo correio, no final de cada mês.

Os homens eram mineiros no Pejão, traziam horas de sono por cumprir,
serviam-se da mulher pela madrugada, mesmo que fosse no aido das vacas
enquanto os filhos dormiam (quatro em cada enxerga), cultivavam as
leiras que tinham ao redor da casa, ou perto do rio e nos dias de
invernia, entre um jogo de sueca e duas malgas de vinho que na venda
fiavam até receberem a féria, conseguiam dar ao seu dia mais que as 24
horas que realmente ele tinha. Filhos, eram coisas de mães e quando
corriam pró torto era o cinto das calças do pai que “inducava” … e a
mãe também “provava da isca” para não dizer amém com eles…

E os filhos faziam-se gente.
E era uma festa quando começavam a ler as letras gordas dum velho
pedaço de jornal pendurado no prego da cagadeira da casa…o menino já
lia.. ai que ele é tão fino… se deus quiser, vai ser um homem e ter
uma profissão!

Ai como a escola e a professora eram coisas tão importantes!
A escola que ia até aos mais remotos lugares, ao encontro das crianças
que afinal até nem tinham nascido crianças…eram apenas mais braços
para trabalhar, mais futuro para os pais em fim de vida, mais gente
para desbravar os socalcos do Douro, mais vozes para cantar em tempo
de colheitas.
E os meninos ensinaram-me a ser gente, a lutar por eles, a amanhar a
lampreia, a grelhar o sável nas pedras do rio aquecidas pelas brasas,
a rir de pequenas coisas, a sonhar com um país diferente, a saber que
ler e escrever e pensar não é coisa para ricos mas para todos, para
todos.

E por lá vivi e cresci durante três anos e por lá fiz amigos e por lá
semeei algumas flores que trazia na alma inquieta de jovem que julgava
conseguir fazer um mundo menos desigual.
E foi o padre António Augusto Vasconcelos, de Rio Mau, Sebolido,
Penafiel, que me foi casar ao mosteiro de Leça do Balio no ano de 1971
e aí me entregou um envelope com mil oitocentos e três escudos (o meu
ordenado mensal) como prenda de casamento conseguida entre todos os
meus alunos mais as colegas da escola mais as senhoras da Casa do
Outeiro. E foi na igreja de Sebolido que batizou o meu filho, no dia 1
de janeiro de 1973.

E é deste povo que tenho saudades. O povo que lutou sem armas, que
voou sem asas, que escreveu páginas de Portugal sem saber as letras do
seu próprio nome.
Hoje, o povo navega na internet, sabe a marca e os preços dos carros
topo de gama, sabe os nomes de quem nos saqueia a vida e suga o
sangue, mas é neles que vai votando enquanto continua á espera de um
milagre de Fátima, duns trocos que os velhos guardaram, do dia das
eleições para ir passear e comer fora, de saber se o jogador de
futebol se zangou com a gaja que tinha comprado com os seus milhões, e
é claro de ver um filmezito escaldante para aquecer a sua relação que
estava há tempos no congelador.

As escolas fecharam-se, os professores foram quase todos trocados por
gente que vende aulas aqui, ali e acolá, os papás são todos doutores
da mula russa e sabem todas as técnicas de educação mas deseducam os
seus génios, os pequenos /grandes ditadores que até são seus filhinhos
e o país tornou-se um fabuloso manicómio onde os finórios são felizes
e os burros comem palha e esperam pelo dia do abate.

Sabem que mais?!
Ainda vejo as letras enormes escritas no quadro preto da escola
masculina, ao final da tarde de sábado, por moços de doze e treze anos
com estes dois pedidos que me faziam: “Professora vá devagar que a
estrada é ruim, e não se esqueça de trazer na segunda-feira, papel
macio pró cu e roupa boa dos seus sobrinhos prá gente”.
Esta gente foi a gente com quem me fiz gente.

Hoje, não há gente… é tudo transgénico .
O povo adormeceu à sombra do muro da eira que construiu mas os
senhores do mundo, estão acordadinhos e atentos, escarrapachados nos
seus solários “badalhocamente” ricos e extraordinariamente felizes
porque inventaram máquinas e reinventaram novos escravos.
 Dizem que já estamos no século XXI...”



 



 

 

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por cheia às 20:43

Sexta-feira, 29.03.19

A bola e a polírica

A bola e a política

Já todos tinham opinado sobre as relações familiares deste Governo

Faltava Marcelo, os jornalista dispararam

Este não se fez rogado, chutou para Cavaco

Cavaco, que no livro “quintas feiras e outros dias”, só fala das quintas feiras, esquecendo-se dos outros dias

Como se não tivesse Governado, este país, durante uma eternidade!

Chutou a bola para Costa

Este, aproveitou para lhe avivar a memória

Lembrando-lhe que deste Governo ainda não saiu ninguém para criar um Banco

Para depois o levarem à falência, tendo os contribuintes de pagar a má gestão

Como a de vender, de manhã, ao Sr. Cava e filha, ações a um euro

À tarde compraram-lhas a três euros. Um negócio da china!

Há algum ministro de Cavaco, que não esteja a contas com a justiça?

O que é que será pior, ter filhos netos bisnetos, mulher, marido, filha, enteada, madrasta, no Governo, ou ministros corruptos?

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 20:35

Quinta-feira, 21.03.19

Poesia

No dia Mundial da Poesia

Desabrocha uma flor

Nasce um novo dia

Cheio de perfume e amor

Renasce a Primavera.

Se a beleza da Natureza

Está na harmonia das suas cores!

Por que razão, entre os homens

Há tantos rancores?

Porque não conseguimos ver

A alegria que há, no sorriso de uma criança

Quando as flores sorriem

Renasce uma nova esperança

De um Mundo melhor

Sem egoísmos, nem racismos

Porque, “toda a gente é Pessoa”!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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por cheia às 22:46

Domingo, 17.03.19

Flores

Flores

A encantadora Primavera

Quanto perfume encerra!

Nas flores de todas as cores

As abelhas roubam beijos

Saltitando de flor em flor

Como se fossem apaixonados namorados

Com as patas carregadas de pólen perfumado

Vão acumulando muito trabalho

Para manterem a colmeia bem perfumada

Trabalhadoras incansáveis

Polinizadoras amáveis

Fazem um trabalho tão importante

Levar o pólen dos estames para o carpelo

Provocando a fecundação numa flor

Mas, nós se lhes agradecemos o mel!

 

José Silva Costa

 

 

 

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por cheia às 22:35

Segunda-feira, 11.03.19

44 anos

44 Anos (11/03/1975)

Há quarenta e quatro anos (11/03/1975), pelas 11 horas, os aviões da Força Área começaram a sobrevoar o quartel do Ralis. Alertados pelo barulho, saímos à rua e vimos que os seus círculos passavam sobre a Graça.

Felizmente, imperou o bom senso, fazendo com que os militares não disparassem uns contra os outros

Os aviões acabaram por aterrar, penso que em Figo Maduro, evitando, mais uma vez, que os militares se enfrentassem

A Revolução, do 25 de Abril de 1974, foi com que um sismo, cujo epicentro teve origem em Portugal, mas foi sentido em todo o Mundo

Tal como nos sismos, foram-se sucedendo muitas réplicas, sendo que a que faz hoje 44 anos, foi muito violenta

As forças da extrema-esquerda aproveitaram a ocasião para nacionalizarem o país

Muitos patrões e dirigentes das grandes empresas foram destituídos, uns foram presos, outros fugiram para o estrangeiro

Tinha um colega, filho de um engenheiro, administrador de uma grande empresa, que foi detido

Tinham um iate, ancorado na doca de Belém, que tinha de, pelo menos, sair uma vez por ano da doca

Por isso, o meu colega convidou-nos a todos os que fazíamos parte daquele setor, (8) para irmos com ele e um irmão, até Sesimbra

Num fim-de-semana de Agosto, do verão quente de 1975, sábado de manhã, desatámos as amarras, recolhemos a âncora e perdemos o Tejo, como escreveu Bocage, referindo-se a Camões “ igual causa nos fez perder o Tejo”, deixámos a formosa e fresca Serra de Sintra e entrámos no Atlântico , cuja ondulação me provou um pouco de enjoo

De velas enfunadas chegámos a Sesimbra, cuja doca estava pejada de barcos. Ancoramos o veleiro, e nele passámos a noite, nem chegámos a ir a terra

No Domingo, antes de deixarmos a costa, ainda visitámos uma minúscula praia, com acesso só pelo mar, acompanhados pela nortada, regressamos à doca de Belém

Uma oportunidade para fazer uma pequena viagem num iate!

As réplicas continuaram, o verão ficou conhecido como o verão quente de 75

Só o 25 de Novembro, do mesmo ano, pós fim às réplicas, quando os Comandos se confrontaram com o Lanceiros 2, infelizmente, causando mortos

Nesta operação destacou-se Ramalho Eanes, o que fez com que conseguisse ser eleito para os dois mandatos à Presidência da República.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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por cheia às 20:36

Sábado, 09.03.19

9 de Março

9 de Março

 

Este ano, o 8 de Março teve mais visibilidade

Porque estamos em ano de eleições

Os políticos sabem muito bem aproveitar as ocasiões

Não sei de quem foi a ideia das casas de abrigo!

Até podem ter sido úteis

Mas, hoje, não fazem sentido

Por que razão, terão de ser as mulheres, com os filhos nos braços,

a fugirem do lar, para casas de abrigo!

Sujeitando-se a um duplo castigo

Deixando para trás tudo: as escolas dos filhos, os amigos, o doce lar

Tendo de andar escondidas e explicar aos filhos, por que não podem, para casa, voltar

Para que os agressores possam, no lar, ficar a, novas agressões, preparar

Se existem dispositivos para se saber quando eles se aproximam delas

Não se compreende por que terão, as mulheres e as crianças, de abandonar o lar!

E não venham dizer que eles, as pulseiras, têm de autorizar, a colocar

Por que, ainda assim, poderiam escolher, entre a pulseira ou a prisão preventiva, na hora

Como acontece com outros crimes, que nem sequer põem em risco, a vida!

É tudo uma questão de leis, que protejam as agredidas e as crianças, e não os agressores!

Muitos juízes determinam que os pais podem ver os filhos, com o que concordo, mas ficam a saber onde fica o esconderijo

Portanto, há muito para fazer, para além da coordenação das diversas entidades e do dia de Luto Nacional.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 18:46

Quarta-feira, 06.03.19

Mulher

Mulher

À Natureza, foste buscar a beleza

És uma flor delicada e perfumada, mas tesa

Capaz de comandar o Mundo

Com a tua inteligência, humanidade e certeza

De que só quem tem a missão de embalar o Mundo

Pode compreender a energia de uma vida

No choro e no riso da criança parida

Quando fores mais compreendida!

Então, o Mundo terá uma nova vida

Uma ambição de amor e paz

Dentro de ti, trazes, escondida

Porque tu dás à luz a vida

A dádiva, mais valorosa, conhecida

Tu tens de ser admirada toda a vida

Tu tens sido, ao longo dos séculos, muito ofendida

Mesmo assim, tens sempre a mão estendida

Para ajudar, acarinhar, salvar uma vida

É contigo que tudo aprendemos

E quando ao fim de poucos meses

De coração desfeito em lágrimas

A outros nos, tens de entregar

Por força dos compromissos

São quase sempre, mulheres que nos continuam a embalar

Desde o momento, que dás à luz, uma vida

Nunca mais vais deixar de te preocupar com ela

Mãe, nunca esquecerei quanto sofreste, para me dares a vida!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 18:15


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