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Os ditadores

por cheia, em 14.10.19

As duas mil e uma Nações!

 

Neste outono seco

Animais e plantas, sedentos

Só sopram maus ventos

As guerras e os seus movimentos

Consomem todos os momentos

Toldam o brilho dos pensamentos

Morrem sem alimentos

As balas furam os monumentos

Os muros correm lentos

As crianças espantam os bombardeamentos

Os ditadores discursam nos Parlamentos

Exaltam os patriotismos bafientos

Os omófagos aplaudem os seus sentimentos

Quem é que compreende estes tentos!

O hospital foi o alvo do bombardeamento

Ninguém ficou lá dentro!

Os egoísmos dos unilateralismos, dos independentismos

Basta um louco para incendiar um povo

É pena que não adiram, com a mesma emoção, às bandeiras da igualdade, fraternidade, solidariedade

Cada quintal com a sua bandeira e a sua fanfarra

Quem é que não quer ser Presidente, seja do que for!

Não fomentem mais guerras

E, se se abraçassem, sem olhar a cores, seja onde for!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 19:09

O casamento!

por cheia, em 09.10.19

O dia seguinte

A geringonça acabou. A experiência, nesta legislatura, não vai continuar

Desta vez, o entendimento é mais difícil

O inimigo comum, saiu derrotado

Portanto, não é preciso empenhamento para o, da governação, afastar

Os pequenos partidos, não se querem à governação, amarrar

Sobra o Bloco de Esquerda que se conseguiu aguentar

A coligação CDU está a agonizar

Não é por ter estado, à governação, amarrada!

Já vinha de trás e vai continuar

O BE, o seu lugar, está a ocupar

E, os outros, pequenos partidos, estão a ajudar

Vamos ver, se Costa e Catarina vão casar

Parece que o dote, vai fazer com que não se consigam ajustar

Como não há inimigo comum, faz com que a união esteja em perigo

Não há cimento que cole a divisão

Provocada, pela última votação

Na outra legislatura houve papel assinado

Desta vez, está tudo, muito mais, extremado

É bom não haver maioria absoluta

Para não cairmos no quero, posso e mando

Mas, também seria bom haver uma solução governativa

Senão, pode acontecer, como noutros países

Que não conseguem formar governos estáveis

Em democracia não há certezas eternas nem absolutas

Porque não é meia dúzia de iluminados que decidem

Mas uma nação inteira!

Boa legislatura!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:29

As cores!

por cheia, em 05.10.19

 

As cores do outono

 

Não percas as cores do outono

São suaves, chamam o sono

São lindas, as cores do outono

Não te percas no sono

Aproveita para veres as cores do outono

Não espantes o sono

Admira as cores do outono

Não sejas mono

Acorda, chegou o outono!

A semente germina no outono

Quando a terra acorda do sono

Para grande alegria do dono

Que não quer que a seara lhe tire o sono

Que quer que seja um bom outono

Para que a colheita seja um bom abono

Que lhe permita ter bom sono

A fome tem ruim dono

A abastança permite bom sono

Agarra as cores do outono

Deita-te nelas, e tem um bom sono!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 19:34

As Mães!

por cheia, em 02.10.19

As Mães!

Tanta gente preocupada com a falta de nascimentos!

Mas, ninguém preocupado com a falta de creches!

Hoje, ao contrário do que aconteceu noutros séculos

Quase todas as mulheres para além de trabalharem em casa, tem necessidade de ter um, ou mais empregos

E, ainda, por cima, algumas ficam, sozinhas, com os filhos nos braços

Porque são quase sempre elas que ficam com a guarda dor filhos, quando o casal se desentende

Não tendo nenhum familiar a quem os deixar, uma ama ou creche, têm de procurar

Como o Estado não assegura creches, para todos, ao privado têm de recorrer

Na Amadora, às portas de Lisboa, mais uma creche, ilegal, foi fechada

As mães disseram que sabiam que a creche era ilegal, mas não têm alternativa

A creche funcionava das 5 às 23 horas!

Há senhoras que começam a trabalhar muito cedo, principalmente nas limpezas!

Uma das mães disse que tinha de ter dois empregos, para poder sobreviver!

Este é o drama de um país pobre, que sonha ser rico

Que desbarata o dinheiro em coisas inúteis

Não tendo como prioridade as infraestruturas

Ainda temos dois dias, para questionar os partidos, que querem os nossos votos, para sabermos o que pensam sobre estes problemas, que tanto preocupam os pais!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:52

O nascimento de uma escola!

por cheia, em 26.09.19

Nascimento de uma escola

Estávamos em outubro de 1951.
No monte do Lobato, alguém ofereceu uma casa, para ali nascer uma escola.
Três ou quatro professoras foram ver o local, mas só a última aceitou criar uma escola, numa casa particular: quatro paredes, algumas cadeiras, uma ou duas mesas, nada mais!
A professora era uma jovem muito determinada e apostada em tirar as crianças dos trabalhos no campo, para que aprendessem a ler e escrever. Eram pouco mais de meia dúzia, de várias idades! 
Poucos pais tinham a perceção de que mandar os filhos à escola era o melhor para o seu futuro. Eles não tinham ido à escola e conseguiam governar a vida. Portanto, ainda não se tinham apercebido de quanto era importante saber ler e escrever.
Passado um ou dois meses, a professora vendo que não apareciam mais alunos, decidiu ir com eles até ao Monte Santana, para informar os pais, de que era obrigatório mandar os filhos à escola.
A professora à frente, os alunos atrás dela, por um caminho, que ligava as duas povoações, a meio caminho encontraram um homem e o filho a trabalharem numa horta, cumprimentaram-nos, e a professora questionou o senhor, perguntando-lhe se sabia que era obrigatório mandar o filho à escola. O pai do rapaz disse: “Se a senhora lhe der de comer.”
Seguiram para o Monte Santana, onde a professora tentou, junto de mães e pais, sensibilizá-los para a importância de mandarem os filhos à escola.
Numa manhã, por volta das dez horas, uma rapariga pediu à professora para ir lá fora, mas a professora não a autorizou porque estava quase na hora do intervalo, pouco depois a rapariga abriu as pernas e regou a sala de aulas. De seguida a professora mandou todos para o recreio; nem os rapazes, nem as raparigas usavam cuecas: elas usavam vestidos e eles calças ou calções.
Numa manhã de sol radioso, avistaram uma carroça da Câmara Municipal de Mértola, puxada por um macho, conduzida por um funcionário da respetiva Câmara, carregada de material.
O funcionário começou por fixar, na parede norte, o quadro preto, do lado direito penduraram os mapas, por cima do quadro, a meio, colocaram o crucifixo, do lado esquerdo a cadeira e a secretária da professora, no resto da sala as carteiras dos alunos, com os tinteiros brancos incrustados. 
Também receberam uma caixa de giz, um globo e umas canetas de madeira com um aparo metálico.
Foi mais um dia inesquecível, no ano do nascimento da escola.

José Silva Costa

 

 

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publicado às 19:18

Indignações!

por cheia, em 22.09.19

Indignações

Por dá cá aquela palha as redes sociais ficam todas indignadas

Mas quando um programa de investigação, da RTP é retirado, fica tudo calado!

O programa de investigação da RTP1, premiado, foi retirado

Caiu da grelha, foi grelhado, desapareceu, está enterrado

O “ Sexta à Noite” da jornalista Fátima Felgueiras, não resistiu

Interrompido para férias, foi extinto, porque sexta é dia de azar

Mal comparado, aconteceu-lhe o que acontece a muitos trabalhadores

Vão de férias, e quando voltam as fábricas fecharam, acabaram

Na RTP, paga com o dinheiro dos contribuintes, há programas eternos

Mas há outros, sabe se lá porquê, vão para o inferno

Não cumprem a ética republicana, incomodam quem manda!

Felizmente não há censura, faria se houvesse!

Por que raio, é que se metem em política!

Falem do futebol, dos passarinhos, das flores, digam só bem dos senhores doutores

Deixem a política para os políticos

Não queiram saber a razão por que entram pobres e saem milionários

O povo não precisa de saber nem compreender de política

Só têm de obedecer e aos políticos bem-querer.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 21:01

Fogo!

por cheia, em 18.09.19

Golas de fogo

 

Aldeias Seguras

Golas de fogo

Os negócios com o fogo

Vão aos bolsos do povo

Por isso, é que tudo arde, de novo

Todos os anos!

A prevenção! Não

Senão, lá se vão os negócios

Para muitos tão proveitosos

Porque os preços, para a Proteção Civil

São a dobrar!

Os jornalistas falam demais

Os jornalistas sabem demais

Ai censura!

Em certas ocasiões, davas tanto jeito

Metias todo o pessoal em respeito

Isto de Governar em democracia é uma chatice

Andam, sempre, a escrutinar tudo

E a denunciar a aldrabice

Os incêndios, para muitos, são uma mina

Muito melhor, que o negócio da china

 

José Silva Costa

 

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publicado às 16:45

Crise

por cheia, em 11.09.19

Novembro de 2008

Minha quarta sinfonia

Nos teus olhos toda a magia

Quatro Primaveras, num Universo sem harmonia

Meu hino à alegria

Contigo o século XXI marcou a sua entrada

A palavra crise é a mais pronunciada

Tudo são incertezas, ninguém sabe nada

Uma nova ordem tem de ser inventada

Do muito fizeram nada

A situação é desesperada

A incerteza precisa ser ajudada.

O teu sorriso é promessa de futuro

O teu olhar é o paraíso                  

Quando abres essas duas estrelas

Toda a humanidade é tocada

A Terra toda irradiada

E a humanidade hipnotizada

Minha flor encantada.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 21:25

Um dia inesquecível!

por cheia, em 05.09.19

Uma flor

Que a ciência

Antecipou

Ser uma menina

A rosa que se está

No ventre da mãe

A desenvolver

Para mais tarde

Emergir

Fazer o sol e a lua sorrir

A mãe e o pai sentir

Que têm o mundo

Na mão

Uma rosa em botão

Uma luz eterna

Que brilha

Na ausência da espera

Nos minutos

Que uma vida encerra

Como se tivesse começado

Uma nova era.

Nasce uma alegria

Que não tem explicação

E uma preocupação

Que comanda a mão

Prende a atenção

Acompanha a sombra

Sempre

Para todo o lado

Aperta o coração

Só de imaginar

Que o ar

Pode alertar

Para o perigo

Que só os pais sentem.                                        

José Silva Costa

 

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publicado às 20:47

Mulher

por cheia, em 01.09.19

Flor

Estrela Polar

Num Mundo Lunar

És Rosa

És Mar.

 

Espiga de Verão

Temperada pelo Sol

És flor

És pão.

 

Ave reluzente

Num céu atraente

És fogo

És ventre.

 

                             José Silva Costa

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publicado às 19:48


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