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Sábado, 21.04.18

Cravos

Cravos vermelhos floriram

Nos tapa-chamas das espingardas

Desmoronaram uma ditadura

Por medo e mortes sustentada

Por todo o Mundo condenada

Em todos os Continentes odiada

No Tarrafal personificada

Mas, Abril prometeu a todo o Império

Cravos vermelhos fazer distribuir

Em nenhum outro momento

Houve tão grande grito de liberdade

Propagado pelo vento

Foi doloroso o desmoronamento

Tantos séculos desfeitos num momento

Com tantos laços atados pelo sangrento

Com a força das armas como cimento

As mesmas armas, que libertaram um grito de entendimento

Num muito, muito tardio momento

Em que esteve por um fio o êxito do movimento

Um só disparo poderia ter tornado

Um glorioso dia num banho sangrento

Para todos os que contribuíram para que visse a liberdade

O meu maior agradecimento.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 12:12

Sexta-feira, 13.04.18

Vida digna

World Movement of Christian Workers

Mouvement Mondial des Travailleurs Chrétiens

Movimiento Mundial de Trabajadores Cristianos

WeltbewegungChristlicherArbeitnehmer

 

 

 

1 de Maio de 2018

Dia da classe trabalhadora!

Uma TERRA, um TETO, um TRABALHO, VIDA DIGNA para a CLASSE TRABALHADORA

 

Avança no mundo o projecto de morte, protagonizado pelo sistema capitalista, sob o comando da rentabilidade e da especulação, que proporciona, ano após de ano, uma brutal concentração da riqueza nas mãos de poucos, o que corresponde actualmente a 82% de todo o PIB para 1% da população. No entanto, ainda não satisfeita com uma tal concentração de riqueza, a elite burguesa do planeta continua a atacar a classe trabalhadora retirando-lhe direitos, adquiridos ao longo do tempo e através de muitas lutas, sofrimentos e derramamento de sangue. Este ataque produz-se não só com mudanças legislativas, mas também com o fomento da precaridade do trabalho e despedimentos em massa, o que faz aumentar o exército de desempregados em todo o mundo.

Outra prática de destruição, promovida por este sistema diabólico, consiste em reduzir o tamanho e o poder do Estado, tornando-o diminuto e reduzindo as prestações da Segurança Social, Saúde e Educação, eliminando políticas públicas de inserção e de distribuição de rendimentos, desmantelando programas sociais e condenando à marginalidade e à extrema pobreza milhões de seres humanos em todos os continentes. Assim, o Estado, como instituição que na democracia moderna, pertence a todos e deve servir a todos e a todas, torna-se um instrumento de garantia de privilégios de uma minoria possuidora, que não se sacia e que continua a apropriar-se, através dos tempos, de recursos naturais (As fontes de energia, a terra, os alimentos, a água – herança de Deus para toda a humanidade) transformando tudo em mercadoria, em bens transaccionáveis, em riquezas privatizadas para satisfazer a fome desta elite financeira mundial e impedindo os seres humanos e outros seres vivos de poderem sobreviver.

Vemos também, como prática de morte – realizada por esta elite – o ataque aos governos de carácter popular, democraticamente eleitos, especialmente em países em vias de desenvolvimento, que sofreram, até aos finais do Séc. XX, um significativo atraso económico, social e político. Nestes países, as lutas do povo organizado, nas quais o papel das Igrejas cristãs foi muito importante para os movimentos sociais, sindicais e outras associações dos trabalhadores, contribuíram para a derrota de regimes totalitários, como foi no Chile, Brasil, Uruguai, Argentina, etc,…fazendo brotar regimes democráticos. Neste momento histórico está a ser imposta uma agenda hipócrita, moralista e fascista, articulada pela elite económica mundial que, aliada às conservadoras elites nacionais, controla corruptamente os meios de Comunicação Social, e coligados ao poder legislativo e Judicial, ameaça governos democraticamente eleitos, persegue dirigentes políticos e provoca verdadeiros retrocessos.

Por fim, lembramos milhões de famílias trabalhadoras nos diversos continentes que são ameaçadas por conflitos religiosos e políticos, forçadas a abandonar as suas terras e os seus países de origem e obrigadas a emigrar para destinos incertos, em busca de sobrevivência, em países nem sempre acolhedores.

Perante tal calamidade, frente a tamanha violência, o Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC), neste 1º de Maio, une-se aos demais movimentos e organizações sociais de todo o mundo, com todas as Igrejas, todas as religiões e até com os que não têm crença, homens e mulheres de boa vontade, para afirmar juntos:

NÃO A UMA ECONOMIA DE EXCLUSÃO!

NÃO À NOVA IDOLATRIA DO DINHEIRO!

NÃO A UM DINHEIRO QUE GOVERNA EM VEZ DE SERVIR!

NÃO À DESIGUALDADE SOCIAL QUE GERA VIOLÊNCIA!

 

E gritar alto e bom som:

Nenhum trabalhador ou trabalhadora sem tecto, sem terra, sem trabalho

Vida digna para a classe trabalhadora!

                                              

Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos

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por cheia às 22:01

Quarta-feira, 11.04.18

O paraíso

O paraíso

 

Quem ouvir os nossos Governantes fica com a sensação de que vivemos num paraíso!

Somos campeões de tudo e de nada: da simpatia, da gastronomia, do sol e da lua

Todos nos querem conhecer, visitar, fotografar, admirar e comprar

As boas empresas já foram todas, agora vai o imobiliário, e nós todos contentes

Sempre de sorrisos, bons modos, um povo sorridente, a mostrar os dentes

Mas, quando chegar o reverso da medalha, vamos amargar a lua-de-mel, como sempre

As seguradoras e os bancos, tudo em mãos estrangeiras, vão aproveitar a boa onda, para venderem o imobiliário, que têm em Lisboa

Os inquilinos, alguns com idade bem avançada, não sabem o que fazer aos últimos dias de vida

O problema da habitação em Lisboa, não é de ontem, nem de hoje, tem séculos

Rendas congeladas, pelos senhorios recusadas, eram na Caixa Geral De Depósitos depositadas

Rendas descongeladas, aumentos incompatíveis, inquilinos despejados

Nenhum Governo conseguiu, ainda, os tais equilíbrios desejados

Um remendo, para tapar o sol com a peneira: a Autarquia vai criar 1.100 fogos, a custos controlados

Tudo, porque para o ano vai haver eleições, e os Partidos já têm as promessas em ações

Não de esclarecimento, mas de encobrimento de tudo o que eles não querem que os eleitores saibam:

Que os Partidos devem milhões, das outras campanhas eleitorais, que ainda não conseguiram pagar

Que este ano tentaram, com uma nova lei de financiamento dos Partidos, nos sacar

Mas não foi tão longe quanto queriam, porque Belém resolveu vetar

Mas, como há mais marés que marinheiros, vão esperar, que São Bento e Belém, consigam, um novo imposto, criar

Depois, cá estaremos para tudo, com língua de palmo, pagar

Aqueles que gritam, e com razão, que as estradas estão esburacadas, que os hospitais estão falidos e entupidos, que os rios estão poluídos, que as escolas continuam com o amianto, que o dinheiro está cativo no Banco, são os mesmo que aceitam agitar bandeirinhas, nas campanhas eleitorais, que são bons comensais em almoços e jantares, que gostam de festas com fogos de-artifício mortais, que vão em excursões, para comporem comícios eleitorais, a pensar que é tudo grátis, ignorando que tudo vão, com juros de mora, pagar!

  José Silva Costa

 

 

 

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por cheia às 07:10

Terça-feira, 10.04.18

Aniversário

À mais bonita e perfumada flor da Primavera

 

Mais uma Primavera

 

No brilho do teu olhar

Está o encanto de tudo o que queres saber: falar, cantar, dançar, encantar

Tens o perfume da pérola que veio do mar

Estas férias foram um sonho que procuramos, a sete chaves, guardar

Porque à medida que vais crescendo, é menos o tempo que tens para, com os avós, passar

Os netos são as flores mais bonitas e perfumadas que existem!

Para, as canseiras da vida, atenuar

Que felicidade ver, a nossa mocidade, para eles, passar

Sabendo que está em vós o nosso continuar

Todos os anos, os nossos e os vossos anos, contamos

Na esperança de que cantemos e contemos muitos

 

Muitos parabéns, com os votos de muitos e bons anos.

 

 

José Silva Costa

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por cheia às 09:34

Segunda-feira, 02.04.18

Inovação

Inovação

 

 

A entrega da declaração do IRS deixou de ser um papão

Hoje, no aconchego das nossas casas e em poucos minutos, está entregue a declaração

Concordo que tenha acabado a entrega em papel, porque muita gente tem horror à inovação

Só lá vai com a obrigação!

E, não é por termos, ainda, muitas pessoas, que não conseguem lidar com a internet, que vamos parar a evolução

As Juntas de Freguesia devem ter a obrigação de as ajudar, poupando-lhes tempo e dinheiro, nas deslocações às Repartições de Finanças

Já ninguém se lembra das enormes filas à porta das Repartições de Finanças, nos últimos dias, que, para se entregar a declaração, tínhamos de ir para la dormir, ou perdíamos um ou mais dias

O que me entristece, é a pouca visibilidade, destas inovações, na vida das pessoas, que lhes deviam permitir mais rendimentos e mais tempo, para a família, para a vida, para o entretenimento

A última vez que me desloquei a uma Repartição de Finanças para entregar a declaração de IRS foi em 2000, daí para cá entreguei-a, sempre, pela internet. Mas, nos primeiros anos passei horas, para que a declaração fosse aceite. Quando a submetia para validação, um ou mais artigos não estavam preenchidos ou estavam mal preenchidos.

Precisamos de muita mais inovação, para mais produção, para não ficarmos envergonhados, quando da comparação, com os outros trabalhadores da União, mesmo que o aumento da produção tenha muitos fatores, que não dependem dos trabalhadores.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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por cheia às 10:15

Segunda-feira, 19.03.18

Primavera

Primavera

 

Primavera regada, perfumada, florida

Toda bem lavada, dos pés à cabeça

Com cheiro a molhada, muito bem apresentada

Na frescura da verdura, muito bem tratada

A quem, por fim, foi com água, agraciada

Uma Primavera muito bem alicerçada

Com o rosto e o corpo, por água perfumada, massajada

Cujas flores são dores de muitas lágrimas

Caídas durante dias e noites de nuvens chorando por amores

Para que toda a biodiversidade tenha um, perfumado, cheiro

Por todo um ano inteiro, numa Primavera eterna

Com toda a magia da Natureza, a despertar para uma nova harmonia

Das plantas aos animais, ninguém fica indiferente ao teu renascer

Todos os anos reapareces jovem, em flor

Com o teu potente poder rejuvenescedor

Todas as flores nascem com mais perfume e amor

Cada Primavera é um jardim florido

Onde toda a Natureza deslumbra de odor

Como rubros lábios a desabrocharem num sonho de amor

 

    

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 10:23

Quinta-feira, 15.03.18

Maquilhagem

Maquilhagem

 

 

Aquele ótimo negócio, que o Primeiro-Ministro disse que tinha pena que a ideia não tivesse sido dele, continua a dar que falar

Consistia em enterrar, no Montepio Geral, duzentos milhões de euros da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Como a opinião pública e a oposição se levantaram contra, por o dinheiro se destinar a ajudar os mais pobres, não deveria ser utilizado para tapar buracos numa associação

Agora, veem dizer que a Santa Casa vai participar com uma quantia simbólica. Quanto?

Como os Bancos não podem falir, à que maquilhar as contas!

Assim, a Associação Mutualista Montepio Geral, em vez de um prejuízo de duzentos e vinte e um milhões, deu um lucro de quinhentos e oitenta e sete milhões e meio!

Beneficiou de um crédito fiscal de oitocentos e oito milhões e seiscentos mil euros

Segundo Sr. Ministro das Finanças está tudo de acordo com a lei!

Uma lei do anterior Governo, que este não revogou, porque dá muito jeito para tapar buracos

Como é que um bom negócio, ficou sem investidores?

Depois de, um dia, o Presidente da República e o Governador do Banco de Portugal terem dito, que investir no BES era seguro. E, no dia seguinte o Banco faliu, já ninguém acredita em ótimos negócios, quando se trata de Bancos falidos!

 

José Silva Costa

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por cheia às 19:10

Quinta-feira, 08.03.18

Mulher

Mulher

 

Mulher, flor de cabelos ao vento

Espetacular graciosidade, no seu movimento

Com tanta humanidade e talento

Que os tempos não têm deixado transparecer

Uma nova era está a amanhecer

Fruto de mentalidades que estão a amadurecer

O Mundo com outros olhos a passará a ver

Na plenitude entre homem e mulher

Sem a submissão em que a querem manter

Não a deixando, mostrar, todo o seu saber

Mas, nunca o Mundo esteve tão perto de a compreender

Depois de tantos séculos a tentar não o querer fazer

Terá, enfim, chegado ao entendimento de que mulher e homem

Lado a lado, podem atirar, ao vento, flores!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 08:42

Terça-feira, 27.02.18

Cascas de nozes com baratas

A mendicidade

 

Todos os dias, na mesma esquina, sentada no chão

Com as pernas recolhidas, na dura e gelada calçada

Chova ou faça frio, enregelada, na mesma posição

Passo, e ela diz bom dia e acena-me com a caixinha com cêntimos

Fico, sempre, tão transtornado, por ver aquela rapariga, naquele estado

Como é que ela aguenta aquela penitência?

Horas e horas, naquela posição, naquele gelado passeio

É estrangeira! De longe, de perto, de onde é que terá vindo?

Cada vez que passo cumprimenta-me, e eu arrepio-me

Por não ser capaz de lhe dar, nem que seja, um cêntimo!

Não quero alimentar aquele modo de vida, mas fico tão revoltado!

Não sei se com ela, se comigo, se com toda a gente, se com o resto do Mundo

Fui obrigado a vê-la, cinco terças-feiras seguidas, não foi bem, porque na de Carnaval, não fui a Lisboa

Hoje, espero que tenha sido a última vez. Pois, desejo que não seja preciso voltar àquela esquina, tão depressa!

Mas, vai ser preciso muito tempo, para me esquecer da cara dela: franzina, o corpo todo coberto, só a face macilenta à vista! Mesmo toda entrapada, não sei, como aguenta!

Sempre que vejo estas pessoas vê-me à ideia uma triste situação, que aconteceu na estação ferroviária de Sintra

Uma senhora desceu do comboio acompanhada de uma menina, que parecia cega

A senhora afastou-se um pouco da gaita, esta estava constantemente aos aís

As pessoas perguntaram-lhe o que tinha, para ter os olhos com ligaduras

A miúda respondeu que tinha baratas nos olhos

Chamaram a polícia, e não as abandonaram enquanto a polícia não chegou

Tiradas as ligaduras verificaram que a menina tinha duas meias cascas de nozes com baratas

A finalidade seria cegá-la, para ser utilizada para a mendicidade

O que o ser humano é capaz de fazer, para viver da mendicidade!

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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por cheia às 19:52

Quinta-feira, 22.02.18

Massacres!

Ghouta Oriental (Síria)

 

Mais um massacre

Feito por quem pelos outros não tem respeito

Tantos homens, mulheres, crianças mortas, ficando sem peito

Os tiranos não sabem o que é o direito!

Aqueles que os elegem não sabem o que vai ser feito

Não se importam de fazer dos mortos o seu leito

Nenhuma guerra, massacre, genocídio, tem jeito

Amar, ajudar, falar e tentar compreender o outro é que é perfeito

As guerras, por muitas convenções que existam, não têm preceito

Cada um comete as maiores atrocidades que pode, não se importando com as regras a que está sujeito

Por que razão a Rússia e os Estados Unidos mandam no mundo inteiro?

No caso da Síria, para além dos dois mencionados, ainda há muito parceiro

Que continua a querer matar um país inteiro (Turquia, Irão …)

Dividam o mundo como quiserem

As pessoas não querem, às vossas mãos, morrerem

Fechem as fábricas que alimentam as guerras

Utilizem os recursos que gastavam nas guerras para alimentar os pobres

Deixem-se de massacres, genocídios, limpezas étnicas

Antes de mandarem canhões e aviões disparar

Interroguem-se se gostariam que fossem os vossos filhos e netos os alvos

As guerras nunca serão solução

O que os povos querem é compreensão, amor e pão.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 19:55


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