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A Natureza

por cheia, em 14.10.21

Cumbre Vieja

Vulcão

 

Sonhos interrompidos

Vidas paradas

Lares queimados

Por um vulcão zangado

A mais bonita ilha: La Palma

Transformada num inferno

Meio século a dormir

Acordou estremunhado

Para matar tudo

Raivoso de lava

Não para de tudo ameaçar

Onde pode um sonho descansar?

Que não se levante um vento para o acordar

Ter de tudo abandonar

Para a vida salvar

O trabalho de uma vida entregue ao ar

Até que a lava o venha buscar

Ver o mar chorar

Por o fogo o queimar

Sem ar para respirar

O fumo a impedir os aviões de levantar

Rios de lava encosta abaixo

O desespero de um mar de gente

Impotente para lhe fazer frente.

 

José Silva Costa

 

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publicado às 08:18

As minhas flores

por cheia, em 08.10.21

As minhas flores

 

As flores que me deste

São lindas, perfumadas

De um amor celeste

Duas Rosas e um Cravo

Que bonitas prendas me ofereceste!

Frutos do calor do nosso amor

Mesmo que quisesse partilhar as dores

Foste tu, meu amor, que as suportaste

Mas, dar vida a novas flores tudo merece

Vê-las crescer, florescer, a primeira palavra dizer

E, essa é, sempre, para ti: Mãe! Mãe! Mãe! Mãe!

Não há palavra que igual o doce da palavra Mãe

As nossas flores já deram as suas flores

Mais quatro rosas e um cravo

Mais perfume perfumado

Cumprimos com a natureza

Acrescentámos, ao mundo, beleza.

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 07:54

Folhas caídas

por cheia, em 04.10.21

Folhas caídas

 

O vento a uivar pelas esquinas

As árvores a tiritarem de frio

Despidas, com o céu vazio

À espera do último arrepio

Sem folhas, mas aprumadas de brio

O vento com o seu assobio

A avisar, que o tempo é esguio

Que a água procura o rio

Com pressa de, ao mar, chegar

É aí que quer ficar

Até as nuvens a voltarem

A derramar, novamente, sobre a terra

Assim se completa mais um ciclo da água

Folhas caídas, árvores despidas

Alamedas atapetadas de folhas molhadas

 Que perderam o brilho, estão amarguradas

Destroçadas por serem espezinhadas

De um dia para o outro perderam a sua função

Tiram-lhes o coração

Agora, são lixo no chão

Choram, perderam a ilusão

De que eram úteis e eternas

Perderam as pernas, perderam tudo

Não voltam a vestir as árvores

Não voltam a ter a admiração do Mundo.

 

José Silva Costa

 

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publicado às 07:54

Saber

por cheia, em 30.09.21

Saber de ti

 

O que a tua estrela não diz

Quanto quis!

Descobrir o que está por detrás do verniz

Da tua felicidade feliz

No teu cariz

Senhora do seu nariz

Enigmática no que diz

Inteligente!

Admirada por muita gente

Muito atraente

Como descobrir o que sente!

Se não consigo entrar na sua mente

Sempre alegre e contente

A simplicidade presente

Olhos de quem não mente

Uma mulher diferente

Excelente semente

Uma flor florescente

Uma formosa rosa

Uma eterna sedutora

Que um dia me beija

E, no outro diz, que não me conhece

Como é que de um dia para o outro se esquece!

 

José Silva Costa

 

 

  

 

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publicado às 07:54

Outono

por cheia, em 23.09.21

Bem-vindo  outono

 

Chegaste nos braços da noite

Nas asas da lua cheia

Mal chegaste, escondeste o sol

Começaste a despir as árvores

Para que a primavera as vista de novo

Com a futura moda: a da Natureza!

Aquela que consegue combinar todas as cores

Todas as flores, com toda a harmonia

Como uma melodia: uma sifónia

Que nos embala todos os sentidos

Que nos transporta para o paraíso

Mas, quanto mais despes as árvores

Mais camadas de roupa visto

E quando te despedes e deixas-nos, ao inverno, entregues

Mais camadas de roupa visto

E a quantos mais invernos assisto

Mas camadas de roupa visto

É assim o outono da vida

Tão diferente do outono da Natureza!

Que todos os anos se despe

Para se voltar a vestir de beleza

De flores perfumadas

De novos, doces, frutos

De dias de lutos

De radiosos dias de sol

De radiosos dias de chuva

De novas vidas a darem vivas à vida!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:34

Macacos me mordam

por cheia, em 17.09.21

Macacos me mordam

 

Macacos me mordam se alguém percebe a falta de professores

As escolas abrem concursos, 1,2,3 vezes e ninguém concorre

Por que razão é que não querem ir para professores?

Quando é que a opinião pública e os governantes se convencerão que o ensino, a saúde, a justiça e a segurança são os pilares do progresso e bem-estar?

A falta de professores não é de hoje, mas cada vez são mais as escolas com falta de professores

Já não é só atrás do sol-posto, e ainda bem, porque todo o território deve ter as mesmas oportunidades, que as escolas não conseguem preencher os quadros de professores

Até na capital, as escolas têm falta de professores, mas não vejo ninguém indignar-se, por faltarem professores, por todo o país, como se fosse uma coisa normal a falta de professores, médicos, justiça

Todos os dias os Governantes se gabam de maravilhas, de milagres, de estarmos à frente de todo o Mundo, contrastando com a miséria em que muita gente vive, com o desespero para obter o cartão de cidadão, ou um passaporte ………

Exijam professores competentes, juízes competentes, médicos competentes, mas paguem-lhes bem, porque o retorno vai ser um país mais próspero e com menos desigualdades

Mas para isso têm de começar pela base, e a base começa no ensino pré-primário, que ainda não é para todos.

Mais e melhor trabalho e menos propaganda!

 

José Silva Costa

 

  

 

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publicado às 09:43

Princesa

por cheia, em 14.09.21

Colares

 

Princesa da serra e do mar

Com os seus palácios e altares

No perfume dos pomares

É bela, é uma flor

 

É inebriante o seu néctar

Um vinho das profundezas da terra

Um vinho digno de um altar

O melhor que há, para celebrar

 

No verde da serra e no azul do mar

A noite, o sono e a lua vão-se deitar

Na esperança de que com o nascer do sol irão acordar

Para poderem apreciar o sabor a mar

 

Quando o sol começa a subir a encosta

A beijar a serra, Colares fica prisioneira

Uma bela saloia, muito namoradeira

Sonha com um príncipe, mas contínua solteira

 

Nos vapores do vinho ramisco

Viaja até à Praia das Maçãs

No agosto das multidões

Apanha o elétrico e volta para casa.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:42

Amor

por cheia, em 06.09.21

Amor

 

As flores que colheste são ternos beijos

São os frutos dos teus desejos

Dos muitos e duros ensejos

Que te fizeram tudo aproveitar

Para lhe mostrar, que só a ela querias amar

Não foi fácil conseguir, o seu coração, abrir

Mas, franqueada que foi a porta

A tua vida inaugurou uma nova rota

Só é exigente quem ama

Quem não te quer só para a cama

Mas que te escolhe para mãe ou pai dos teus filhos

Que está sempre a teu lado, partilha os teus cadilhos

A vida é feita de muitas mudanças, para melhor ou pior

Por isso, o casal tem de ser capaz de assumir compromissos

Para que à primeira contrariedade, cada um não vá para seu lado

A não ser que concluam que o compromisso está acabado

Que o amor que a tudo resiste, já não existe

Então, a separação será a melhor solução

Porque a vida é curta para andarmos em contramão

Temos de saber aproveitá-la

Vivê-la sem rancores

Distribuindo flores

Para que possamos suportar as dores.

 

José Silva Costa

 

 

 

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publicado às 07:55

O amor

por cheia, em 02.09.21

O amor

 

O teu jardim tem bonitas rosas!

Mas tu és a mais bela e perfumada

Quem me dera ser o jardineiro

Do teu bonito canteiro

Poder tratar delas o dia inteiro

Para ficarem ainda mais belas

Na esperança de que ficasses muito agradada

Sei que nos separa uma grande escada

Mas, se conseguisse abrir o teu coração

Poderia ser que descesses do teu pedestal

Me viesses cumprimentar: apertar a mão

Para sentires o bater do meu coração

Ver nos meus olhos quanto te amo

Dizer-te porque passo os dias a espreitar as tuas rosas

Como me alimento, apenas, do seu perfume

Tudo, só para ver se te vejo

Se advinhas o meu desejo

Ver de perto os teus olhos da cor do mel

Esperar o tempo que for necessário

 Para um dia contigo namorar

Beijar os teus rubros lábios

Poder ficar, para sempre, contigo

 

José  Silva Costa

 

 

 

     

 

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publicado às 07:56

A moda

por cheia, em 30.08.21

A moda

Estamo-nos a despedir do mar

As aulas vão começar

Mais um verão a terminar

Vem aí o doce setembro, para saborear

Podemos, até continuar a ver o mar

Mas, as idas à praia vão acabar

Os dias mais pequenos não nos permitem navegar

O material de praia temos de arrumar

Mais um ano à espera que as férias não se esqueçam de chegar

Não se pode passar a vida só a trabalhar

Porque o vento pode acabar

E, nós podemos ter pena de não o ter visto passar

O tempo não para, nem para descansar

Esse é que passa a vida, sempre, a trabalhar

Nós, por vezes, bem queríamos que descansasse

Mas, ainda bem que não nos obedece

Senão, podíamos estica-lo de mais

Assim, as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos passam sem que possamos interferir

Tudo o que podemos fazer é aproveitá-lo o melhor que soubermos e pudermos

Vamos, novamente, a correr para o inverno!

É um grande privilégio estar constantemente a mudar de visual

Cada dia, cada estação veste-se de maneira diferente

E, isso interfere com a nossa imaginação

Queremos acompanhar toda essa variedade com muita atenção

Porque temos de adaptar os nossos hábitos e o vestuário à sua condição

Um grande desafio para quem impõe a moda

A quem muita gente obedece

E, se não andar nela, nem se quer adormece

Que bom, vestir o que me apetece!

Desde que não colida com a harmonia consentida.

José Silva Costa

 

     

 

 

 

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publicado às 07:53


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