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Formosura

por cheia, em 21.11.22

A formosura

 

 

Formosura pura e dura que estás na altura

À espera dos que todos os dias lutam para te alcançar

Como se fosse um jogo de sorte ou azar

Mas o que é que acrescenta ser formosa ou formoso, para além da vaidade

Da pequenez e aridez de quem não sabe que a formosura é invisível

As mais bonitas formas são as que não se veem, que estão no nosso interior

Tal como a sabedoria, a bondade, o respeito pelo outro, o humanismo

A formosura está no aperto de mão, num sorriso contido, num abraço com brilho

No choro de uma despedida, que nos separa de uma pessoa querida, abrindo uma ferida

Na partilha de um pão com um mendigo, no socorro a um ferido, que está em perigo

No carinho de despender de algum do nosso tempo, para ajudar um idoso que está sozinho

Nas rugas esculpidas pelo tempo, no rosto de quem está perto do sol-posto

Na leveza e felicidade da criança que brinca no jardim, fazendo com que os avós a tentem apanhar

No leito, nas margens, na voraz corrida e na foz, onde o rio vai desaguar, no mar

Num ninho cheio de bicos abertos à espera que os progenitores os vão alimentar

No trabalho de fêmea e macho, na construção do ninho, que de vez em quando fazem uma pausa para se beijarem e fazerem amor, para que os ovos fiquem galados

No sorriso das perfumadas flores, que nos oferecem abraços e beijos

No ventre da mulher grávida, onde esconde o seu maior tesouro.

Não se esfalfem para obterem a formosura, porque ela está por todo o lado

Tudo depende dos olhos que a conseguem ou não ver

Todos temos muita formosura, para dar e vender, só precisamos de a saber vender

A quem a conseguir entender, senão não vale a pena o nosso tempo perder!

Todos: crianças, jovens, adultos e velhos têm muita formosura, em cada olhar ou beijo de doçura.  

José Silva Costa

 

 

 

 

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publicado às 08:00

9 euros

por cheia, em 07.11.22

9 €, por dia!

 

Mais de metade dos pensionistas recebe menos de 275 €

Estes pensionistas receberam pouco mais do que os 125 €, que foram dados a quem está no ativo, com rendimentos até 2.700 €

Os grandes beneficiados foram os que têm chorudas pensões!

A Revista Sábado nº 962 de 5 a 12 de outubro diz que um estudo identificou 35 regimes especiais de pensões

Pública as fotografias de 9 individualidades, entre elas só uma Senhora, e as respetivas pensões, que são por ordem decrescente: €49.000, €27.000, €15.000, €13.607, €9.960, €8.551, €7.225, €6.000, €2.900

Como é que o Governo, para atribuição dos 125 €, estabeleceu e bem um limite de 2.700 €, e para os pensionistas decidiu atribuir meia pensão para todos, com exceções?

Não seria muito mais justo excluir quem tem uma reforma de luxo, e atribuir em vez de meia uma pensão a quem recebe menos de 275 €?!    

Com esta distribuição dos rendimentos, caminhamos para um, cada vez, maior fosso entre os muito ricos e os muito pobres

Uma triste realidade que a todos nos devia envergonhar, mas preferimos olhar para o lado

Resta-nos o seguro de vida, que o Primeiro-Ministro nos fez, para o ano de 2023, pelo menos, por um ano estamos garantidos. Depois é esperar pelo ano das eleições legislativas, em que costumam dar um rebuçado, para ver se veem o mandato renovado.

 

José Silva Costa

 

    

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:00

Adeus Outubro

por cheia, em 31.10.22

Adeus Outubro

Adeus até para o ano

Foste mais um mês quentinho

Muito diferente do que era antigamente

O Governo deu dinheiro a quase toda a gente

Só não deu a quem mais precisa: a quem não tem conta bancária

Não são só algumas empresas que têm tido lucros extraordinários

Com tanta inflação, o Governo também recebe impostos extraordinários

Têm sido montantes de tal ordem, que não sabe o que lhes fazer

Deu meia pensão a toda a gente, com algumas exceções, não há regra sem exceção!

Ao contrário do que fez para a atribuição da prenda dos 125€, que estabeleceu um limite

Aos reformados deu tudo a todos, metade da pensão para quem tem uma pensão de 100.000 ou 100 €

Igual para todos, para manter as desigualdades!

Os pobres já estão habituados a viver com muito pouco

Os ricos podem fazer mais uns cruzeiros à volta do mundo

Como, ainda, sobrou muito dinheiro resolveu alagar o prémio de 125 €, aos portadores de vistos gold,

Os que não têm IBAN é que não sabem quando receberão

O Secretário de Estado dos Impostos diz que vai correr o programa durante seis meses

Não sei se está à espera de um milagre: IBAN sem conta bancária!

Neste país tudo é possível! Para o ano vamos receber 22 mil milhões de euros, por dia

Como é difícil gastá-los todos, dentro do prazo, o Governo fez uma nova lei para os concursos públicos

A nova lei está a ser contestada pelo Tribunal de Contas, porque pode facilitar a corrupção

Acho que não tem razão!

Em Portugal já não há corrupção!

“É a justiça a funcionar”

Há eleitores esclarecidos a votarem em candidatos condenados por corrupção

Já baixámos os braços, já estamos habituados, já estamos resignados, para o que não tem solução, o melhor é aceitar a sua normalização.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:59

Chuva e sol

por cheia, em 24.10.22

Chuva e Sol

 

Chegou a chuva, nunca foi tão bem-vinda

Bem precisávamos de sol na eira, chuva no nabal e muito vento

Tudo para a produção de eletricidade, cujo preço está pela hora da morte

Mas tudo com peso e medida, para não provocarem nem prejuízos materiais nem perdas de vidas

Estamos desejosos de voltar a ver as barragens cheias, com todas as suas valências em atividade

A chuva é uma grande riqueza, que cai do céu, sem que a precisemos pagar

A que não for retida, o seu destino é o mar

Cada vez gastamos mais água, cada vez que abrimos a torneira são litros que desaparecem

Quando não tínhamos água canalizada, e a íamos buscar às fontes ou aos poços, não a desperdiçávamos

Dava muito trabalho carregá-la, um trabalho diário e muito duro, quase sempre, a cargo das crianças e das mulheres

Um líquido muito precioso, que temos de valorizar, porque se está a tornar muito escassa

Quando chove, dizemos que está mau tempo

Quando alteraremos este comportamento?

A não ser que não queiramos chuva e queiramos só bom tempo

Sem chuva não há sustento, por muito desagradável que seja, sem ela não há vida

Todos gostaríamos que a chuva chegasse a sorrir, como o sol!

Mas, a Natureza não o quis assim. As nuvens passam as passas do Algarve para nos trazerem a chuva

Têm de ir carregá-la, subirem com todo aquele imenso peso até atingirem a altitude para a puderem descarregar

Operação difícil, que necessita da ajuda do vento e, por vezes, dos trovões.

 

 

José Silva Costa

 

  

 

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publicado às 07:58

Sintra!

por cheia, em 17.10.22

parques_de_sintra_palacio_nacional_de_sintra.jpg

Sintra

 

A bela e encantadora Sintra, romântica e moura, eterna namorada do Monte da Lua

À noite dorme nua, de dia veste-se de turistas de todo o mundo

Sala de visitas de Portugal, tens um encanto sem igual

Plebeia, saloia, aristocrática, rainha, ninho de namorados

Se os teus recantos e fontes falassem, tinham tanto para contar

Tantos beijos e abraços, juras de amor eterno, por entre o nevoeiro

Saloias, saloios, princesas, príncipes, rainhas, reis, amantes

Todos se beijaram e abraçaram, no teu chão sagrado, com a bênção da lua

O mundo inunda a rua, todos admiram o teu romantismo, beleza, brilho

Residência de verão da Coroa Portuguesa, devido ao teu fresco clima

Musa de escritores e poetas, por todos, cantada e admirada

Vives envolta em neblina, para te protegeres da inveja, devido à tua beleza

Com o Atlântico a teus pés, sonhas banhares-te nas suas praias naturais

Passas o dia a contemplá-lo, do alto dos teus palácios e castelo

Vendo passar os enormes paquetes, onde sonhas um dia embarcar

Ambicionas todo o mundo visitar, retribuir todo o carinho e amor, que tens recebido

Pelos teus muitos encantos, pelo teu romantismo, pelo teu acolhedor amor

Sintra! A mais bela e perfumada flor

Implantada na mais bela Serra

De onde brota amor

Romântica de noite, de dia e ao amanhecer

Ah! Linda Sintra, como é bom viver, todos os dias, a ver-te.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sintra

 

A bela e encantadora Sintra, romântica e moura, eterna namorada do Monte da Lua

À noite dorme nua, de dia veste-se de turistas de todo o mundo

Sala de visitas de Portugal tens um encanto sem igual

Plebeia, saloia, aristocrática, rainha, ninho de namorados

Se os teus recantos e fontes falassem, tinham tanto para contar

Tantos beijos e abraços, juras de amor eterno, por entre o nevoeiro

Saloias, saloios, princesas, príncipes, rainhas, reis, amantes

Todos se beijaram e abraçaram, no teu chão sagrado, com a bênção da lua

O mundo inunda a rua, todos admiram o teu romantismo, beleza, brilho

Residência de verão da coroa portuguesa, devido ao teu fresco clima

Musa de escritores e poetas, por todos, cantada e admirada

Vives envolta em neblina, para te proteger da inveja, devido à tua beleza

Com o Atlântico a teus pés, sonhas banhares-te nas suas praias naturais

Passas o dia a contemplá-lo, do alto dos teus palácios e castelo

Vendo passar os enormes paquetes, onde sonhas um dia embarcar

Ambicionas todo o mundo visitar, retribuir todo o carinho e amor, que tens recebido

Pelos teus muitos encantos, pelo teu romantismo, pelo teu acolhedor amor

Sintra! A mais bela e perfumada flor

Implantada na mais bela Serra

De onde brota amor

Romântica de noite, de dia e ao amanhecer

Ah! Linda Sintra, como é bom viver, todos os dias, a ver-te.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:51

Lisboa!

por cheia, em 10.10.22

Lisboa!

Screen-Shot-2018-05-21-at-20.52.35.png

Sete colinas para calcorrear

Subir ao alto de Santa Catarina para o teu encanto apreciar

Olhos de moura encantada, em cada esquina, em cada fachada

Compridos cabelos a cobrirem as colinas, até ao Tejo

Boca de romã perfumada, a beijar anoite e a madrugada

Seios de mármore, cinzelados, de bicos afiados, encanto de namorados

Cintura de varina, fina, como uma boneca, que duas mãos aperta

Pernas torneadas, como colinas bronzeadas, como as das alfacinhas

Lisboa, menina, varina, bailarina no Parque Mayer

Quem te viu crescer, para as avenidas novas, para o pico do Areeiro

Não imaginava que serias invadida por tanto turista estrangeiro

Perdeste a tua identidade, agora és uma outra cidade

Acabaram as varinas, a mulher da faca rica, o homem do ferro velho e o ardina

Tornaste-te mais fina, são só camones, nómadas informáticos, expulsaste os pobres

És cosmopolita, poliglota, de ti, todo o mundo gosta

Viraste barriga de aluguer, és toda alojamento-local

Já ninguém dorme, os aviões estão sempre a aterrar e a levantar

A trazer e a levar turistas de todo o mundo

Mas lá no intimo, continuas a ser a flausina de sempre

Sempre na moda, peitos bem esticados, olhos de amora, a desafiar quem te olha

Belicosa, espampanante, atraente, amante, por quem o Tejo tanto chora

Feiticeira, namoradeira, gingona, a imitar o baloiçar da varina atrevida

Depois de tantos anos de luta, conseguiste uma rica vida

Beijar e amar quem te visita!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 08:00

Bem-vindo, Outubro!

por cheia, em 03.10.22

Bem-vindo, Outono!

 

Como são bonitas as tuas cores!

Quentes, para nos aquecerem o olhar

São as cores das árvores

A despedirem-se dos nossos olhares

Vão despir-se, vão mudar de visual

Vão passar, o inverno, despidas

Para, na primavera, nos surpreenderem

Com as suas cores garridas, todas floridas

A deslumbrarem-nos, todos os dias

Como só a Natureza o sabe fazer

Para nosso inteiro prazer

Fazendo-nos, as tristezas, esquecer

Mostrar, que o mundo está sempre a mudar

Que se está, sempre, a renovar

Que haverá, sempre, um novo dia

A irradiar alegria, seja noite ou dia

Por muito que o dia nasça triste

Há, sempre, o sorriso de uma criança a crescer

E, o choro de outra a nascer

Para que o mundo não pare de correr

A renovação possa acontecer

E, possamos, com alegria, viver.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 07:59

Bem-vindo, Outono!

por cheia, em 26.09.22

Bem-vindo, Outono!

 

Menos horas de sol

Mais tempo para o sono

É importante acompanhar e respeitar a Natureza

Não devemos tentar enganar o sono

Tomando substâncias para o afugentar

Pode não querer voltar!

É muito importante descansar

Não podemos querer tudo abarcar

O outono e o inverno são para recuperar

Das loucuras do verão

Em que o sol nos obriga a desrespeitar os bons hábitos

”Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer”

Com a invenção da eletricidade é dia todo o dia

E, não pararam as invenções a apelarem-nos para que as descubramos

Para nos mantermos sempre à tona e não ficarmos para trás

Tantos séculos, tantos progressos!

Mas, o tempo continua na mesma, nem mais um segundo!

Como conseguir dar atenção a todas a solicitações?

Temos de fazer escolhas

A melhor é fazer uma vida saudável

Sem saúde as escolhas ficam muito limitadas

Com os anos, temos de ir abandonando algumas autoestradas

Todos os dias devemos fazer o que podermos

Não deixar para quando estivermos reformados

Podemos chegar atrasados

Não conseguindo fazer o que tínhamos planeado

O nosso tempo está cronometrado.

 

Hoje, fazemos 57 anos de casados.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:57

Lisboa!

por cheia, em 22.09.22

Lisboa!

Ruas estreitinhas

Fados antigos

Colinas com postigos

Bairros contíguos

Muitas colinas despidas

Elevadores estendidos

Estrangeiros aos montes

Já não há fontes

Tudo muito sofisticado

Tudo embalado

Já não há azeite, arroz, açúcar, avulso

Já ninguém sobe a pulso

Os presos sonham com um indulto

Decretaram três dias de luto

Há quem ache que é um insulto

Está tudo tão mudado!

Já não há burros, nem palha

Nada falha

No bairro alto vendia-se amor

Agora, o barulho é um horror

O futebol era uma festa

Hoje, é um campo de batalha

Os adeptos têm de estar em campos opostos

As famílias, cujos membros não sejam todos do mesmo clube

Não podem ver os jogos juntos!

Cada um tem de ir para o seu campo de luta

Ao ponto a que chegou o futebol!

Minha Lisboa, minha princesa, ninguém tem tanta beleza

Como tu, eterna noiva do Tejo.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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publicado às 07:58

Choveu!

por cheia, em 15.09.22

Choveu!

Finalmente a chuva voltou

Toda a natureza se alegrou

Não é agradável andar ao vento e à chuva

Não ver o sol durante alguns dias

Mas, eu vi a alegria das árvores e das plantas

E, até dos rios, que há muito pediam este banho

Estavam fartos de água só das estações de tratamento de águas residuais

Queriam uma enxurrada que os lavasse, que os perfumasse

As cheias, com todos os detritos que arrastam, lavam os rios de margem a margem

Os caracóis acordaram do longo sono da hibernação

De olhos lavados “correram” para todos os lados

À procura de alimento, o jejum foi de muito tempo

A terra agradeceu a maravilhosa rega

Sorriu de contente por ver novamente as sementes a incharem, para germinarem

Em breve, os herbívoros terão alimento fresquinho, tenrinho, gostoso

Toda a natureza aproveitou para lavar o rosto

Depois de meses de calor, de sede, foi uma grande alegria ver de novo a terra agradecida

Por ter sido fecundada, dando origem a um novo ciclo de vida

Foi um longo e duro período de seca

Uma dolorosa e angustiante espera, pela preciosa e natural bebida

Sem ela, não há vida!

Uma preciosidade, muito desbaratada e pouco valorizada

Mas, a sua escassez pode vir a torná-la mais valiosa que o ouro

Quem a tiver terá um tesouro

Muito obrigado verão, por esta maravilhosa prenda

Só te costumam agradecer o sol, mas esta chuva foi muito bem-vinda.

 

José Silva Costa

 

 

     

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publicado às 07:44


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