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Segunda-feira, 22.10.18

Esquemas

Esquemas

O Orçamento do Estado

Cada um a pensar no seu eleitorado

Não há o mínimo de sentido de Estado

O Orçamento é um documento esfrangalhado

Aqui e além retalhado, o futuro é ignorado

O que interessa é embebedar o eleitorado

Este país vive, sempre, no caos, nunca estruturado

A saúde, a educação e a justiça estão cada vez mais degradadas

Hospitais privados nascem como cogumelos

No entanto, a geringonça canta grandes vitórias

Bloco de Esquerda, para esbater as desigualdades, conseguiu uma redução, nas propinas, para todos

Assim, algumas meninas e meninos terão mais duzentos euros, para os festivais de verão

Partido Comunista Português,  um aumento, igual, para todos os funcionários públicos, nem que seja um cêntimo

Segundo estes partidos, poderia ser muito mais, se não fosse a obcecação de pagar a dívida e o controlo do défice!

Partido Socialista, congratula-se por nunca este jardim, à beira mar plantado, ter estado tão florido

Mais de dois milhões de pobres, os serviços públicos entupidos, marcação de consultas com três anos de espera, horários suprimidos por falta de comboios, consultas e cirurgias adiadas por greves, todos os dias.

Quando confrontados com a realidade, respondem com os programas vinte, vinte, quarenta, quarenta, cem, cem, carregados de milhões, que ninguém sabe para onde foram ou em que cofres estão.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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por cheia às 07:46

Quinta-feira, 11.10.18

Futebol

Futebol

De Belém a São Bento, no Parlamento, por todo o país, o futebol é que manda

Sempre se julgou acima da lei, e os candidatos ao poder sempre lhes prestaram vassalagem

Para quem não souber, há a civil que diz que é major, como não é doutor nem engenheiro

Sentiu necessidade de o posto militar, na vida civil, utilizar

O diretor de informação da televisão pública foi demitido, por ter publicado nas redes sociais a sua opinião sobre a violação sexual

Ainda apagou os posts, mas não resistiu ao poder do futebol

O futebol cada vez tem mais rituais brutais

Ensinado em academias, praticado por heróis, fiscalizado por claques profissionais

Que se julgam mandatadas para aplicarem a sua justiça pelas próprias mãos

Quando os heróis da bola, não cumpre as suas funções de acordo com os dirigentes ou os fãs.

José Silva Costa

 

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por cheia às 20:24

Domingo, 07.10.18

Perfume

Outono

Neste outono suave e doce

Meu amor, vamos celebrar este momento

Vamos dormir no suave vento

Como no primeiro dia do encantamento

Naquele longinco setembro

Em que o sol nos beijou por dentro

Prendem-nos, para sempre, ao seu assento

Iluminando-nos com o brilho do amor

Transformando cada setembro na mais bela flor

Cujas perfumadas pétalas suavizam todo o calor

Ateado no momento em que os nossos olhares se cruzaram

Ficando, para sempre, amarrados.

 

José Silva Costa

 

 

 

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por cheia às 22:16

Segunda-feira, 01.10.18

A musa

A musa

 

Há uma musa que me mantem cativo

Enfeitiçado pelos seus olhos

Pelas ondas dos seus cabelos

Pelas ondas do mar

Para sempre, com ela, quero ficar.

 

José Silva Costa

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por cheia às 23:12

Quarta-feira, 19.09.18

A nossa caminhada

O tempo

Empurrados pelo tempo

Caminhamos de mãos dadas

Por estradas com portas fechadas

À espera de encontrarmos as nossas almofadas

Para, enfim, descansarmos de tantas esperanças afogadas

De demasiadas promessas, sempre, adiadas e goradas

Cansados, exaustos das caminhadas, à procura das portas anunciadas

Mas, que teimam em continuar, cada vez, mais serradas

Deitemo-nos ao luar, sem leira nem beira, nas nossas almofadas imaginadas

Agarrados ao amor, que nos uniu, nos dias e horas desesperadas

Quando acordarmos subiremos com as nossas asas todas as escadas

Para ficarmos bem juntinhos, lá bem no alto, nos braços das nuvens estreladas.

 

José Silva Costa

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por cheia às 22:50

Sábado, 15.09.18

As casas do futuro

 

As casas do futuro

Não é só o clima que está a mudar

O constante aumento da temperatura está-nos a afetar

Neste setembro quente, na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa

A receção aos caloiros foi feita em ambiente diferente

Em traje de roupa interior, o que está de acordo com o curso!

Na arquitetura, para além da fachada, o mais importante são os interiores

Na perspetiva de mais ondas de calor e de mais duração

As futuras arquitetas e arquitetos tiraram a roupa, que os estava a afoguear

Despiram-se de preconceitos e de vaidades, confraternizando quase nus

É para o natural que estamos a caminhar

No futuro, as casas serão mais personalizadas

O cliente irá, ao ateliê, mostrar o perfil, para que arquitetas e arquitetos lhes desenhem a habitação

Tudo será à medida do freguês, porque o espaço é, cada vez, mais reduzido

Se não tivessem inventado os trapos

Ainda hoje andaríamos todos nus

Sem que ninguém achasse estranho

Ninguém perderia tempo a observar e a comparar o tamanho

Não vivemos num mundo estranho

Caminhamos no sentido das leis da Natureza

Em que, cada um, procurará apresentar-se como é

Sem disfarces, maquilhagens, próteses invisíveis

Para não nos enganarmos uns aos outros

Vamos poupar muitos recursos, ao planeta, mostrando a nossa natural beleza.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 16:10

Quarta-feira, 05.09.18

Cabecinha pensadora

Cabecinha pensadora

 

Num tempo em que todos morrem de amores pelo Interior

Quando todos dizem querer ajudá-lo a sair do inferior

Aparece um autarca a exigir que os passes dos transportes públicos baixem

O que é uma coisa boa!

Mas, pediu esta medida, só, para a sua Câmara e arredores

Custeada pelo Orçamento Geral do Estado

Corroborando a ideia, que se esperava apagada, de que Portugal é Lisboa, o resto é paisagem

Portanto, o Interior pode continuar a contar com o apoio de todos, mas só com beijinhos e abraços

No Interior, em muitas localidades, nem transportes públicos existem, quanto mais passes!

Na capital há escolhas, no Interior, muitas vezes, a única escolha é o carro de aluguer

Por causa das cabecinhas pensadoras é que o Interior está abandonado

E, as grandes cidades estão a rebentar pelas costuras.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 22:04

Terça-feira, 04.09.18

Cabecinha pensadora

Cabecinha pensadora

 

Num tempo em que todos morrem de amores pelo Interior

Quando todos dizem querer ajudá-lo a sair do inferior

Aparece um autarca a exigir que os passes dos transportes públicos baixem

O que é uma coisa boa!

Mas, pediu esta medida, só, para a sua Câmara e arredores

Custeada pelo Orçamento Geral do Estado

Corroborando a ideia, que se esperava apagada, de que Portugal é Lisboa, o resto é paisagem

Portanto, o Interior pode continuar a contar com o apoio de todos, mas só com beijinhos e abraços

No Interior, em muitas localidades, nem transportes públicos existem, quanto mais passes!

Na capital há escolhas, no Interior, muitas vezes, a única escolha é o carro de aluguer

Por causa das cabecinhas pensadoras é que o Interior está abandonado

E, as grandes cidades estão a rebentar pelas costuras.

 

José Silva Costa

 

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por cheia às 21:51

Sábado, 01.09.18

Terra queimada

Setembro

 

Setembro, o meu mês, o mais suave e doce

Um mês de transição, entre o verão e o outono

O mês das vindimas e da colheita das frutas

Começaste quente, para alegrar muita gente

Mas tivemos, logo, o reverso da medalha

Mal as temperaturas sobem, os incêndios voltam

Quem é que está interessado em reduzir o País, a cinzas?

De Norte a Sul não escapa nada

Tudo serve de espada

Para quem não tem coragem de aparecer no campo de batalha

Semeiam o terror, com a mão tapada

Oxalá, chova e lhes lave os rancores

Antes que lhes curem as dores.

 

 

 

 

José Silva Costa

 

 

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por cheia às 21:50

Terça-feira, 28.08.18

Flores

Flores, flores, para acalmar as tuas dores

Por cada flor que me deste, devo-te mil flores

As flores que cresceram no teu ventre, são gente

Ah, como acaricias a minha mente!

Por cada dia, por cada dor, estou-te grato, eternamente

As nossas flores, todos os dias, são regadas, por nós, ternamente

Por cada beijo, por cada caricia, devo-te todas as flores, que caibam numa semente

Por cada flor que criamos, recebemos um perfume emergente

Todas as flores têm um perfume ardente

Que deveria ser repartido emocionalmente

Um perfume que se vai evaporando, continuamente

As flores, ao acasalarem, podem dar origem a novos jardins, perfumados, profundamente

De algumas cores, todos uns amores, de intensos cheiros, espalhados, difusamente

E, assim foi crescendo o grande jardim universal, sucessivamente

O único jardim, cujas flores podem mudar de canteiro, constantemente.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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por cheia às 22:11


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